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S. Quimas
 

Quem poderia na quietude
da minha alma devaneante,
furtar-me o consolo
desta paz que me inunda,
qual um barquinho de papel,
das mãos de uma criança lançado
à mansuetude do espelhado lago?

Quem não seria aliciado
por estes meus tantos sonhos,
ao tocar-me os recônditos espirituais,
avançado nas terras luminosas
de meu espírito embevecido,
envolvido pela Luz
de meu Deus Interior?

Só aqueles que cruzaram
pelas vias de minha alma
e não tocaram porta alguma,
não adentraram nenhum cômodo,
não conheceram senão as ilusões
das calçadas decoradas,
as vitrines coloridas.

Estes não me conhecem
e não foram seduzidos por mim,
pois em mim desejaram ver apenas
o anjo luminoso
e não souberam do mar
agitado e revoltoso
de todos os meus passados
as delícias e agruras de viver,
ainda que eivado
por tantos e imensos erros,
esta tão efêmera existência,
simplesmente sendo humano.

Amo-te com o
mais profundo amor

 

Amo-te com o mais profundo amor,
Em espírito, alma, mente e corpo.
Amo-te como um menino, sem reservas,
Com a pureza e a fé dos bem-aventurados.
Amo-te como um homem, com ardor e paixão,
Ébrio do teu corpo, irmão da alma tua.
Amo-te a cada dia mais e mais
E já é pequeno o infinito para conter
O tudo que por ti sinto em meu coração.
Amo-te desde a aurora que se anuncia,
Finda a madrugada, no lumiar do dia,
Até à noite de todas os luares e estrelas.
Amo-te em todos os momentos de minha vida,
Desta e de todas as outras que porventura vivi.
E dentro de mim trago a precisa certeza
Que te amarei ainda por toda a eternidade



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