SURREAL
Me pegue de uma vez
acabe com essa minha lucidez
transforme minha vida em total insensatez
assim serei feliz... Talvez...
Me seqüestre para o seu mundo
nem que seja apenas por um segundo
deixe-me sentir esse pulsar profundo
sem amarras, como um nobre vagabundo
quero viver sem hora marcada
sentir o frescor da madrugada
quero andar sob a chuva e ficar encharcada
caminhar pela avenida alagada...
Quero ver o nascer do sol na manhã
quero rodopiar no vento feito Iansã
sentir o gosto de mel da maçã
beijar sua boca com sabor de hortelã...
Me sentir outra vez mulher-criança
ver acender novamente a luz da esperança
lançar meu olhar onde a vista não alcança
e depois da tempestade ver o arco-íris da bonança...
E assim, quando eu voltar ao meu mundo real,
para o meu cotidiano comum e tão banal
eu possa me dizer que neste carnaval
vivi outra vida, totalmente surreal...
...........................................................................................................................................................
....................O
.........N
.........O..A...C
.....N............R
C;.A..C .R ..A
O .....A..O...V
R .F..M..S ..O..nas mãos/ameniza a dor/ cravada em sua alma
A. U..P..A..com perfume/purifica a´lma/do CRAVO ferido
Ç..G .O..canto a vida/a_moROSA do ex_CRAVO/ - fuga e despedida.
Ã. A.dor da separação/despetala a rosa/e encrava os espinhos nocoração.
O. escravo do adeus/NA FUGA, NO CAMPO, A ROSA, O CRAVO/- fel e favo.
Letrix Pleno Compartilhado - 4 autores:
(O CRAVO) - Mardilê Fabre
(A ROSA) - Mirão de Estrada
(NO CAMPO) / (CORAÇÃO) - Marco Bastos
(NA FUGA) - Sônia Mª Grillo(Baby®)
...........................................................................................................................................................
PEREGRINA
Seguindo o rumo dos vendavais
cidadã do mundo, asceta,
desafiando a vida cada vez mais
em liberdade completa
perambulando na madrugada
antes do apagar da lua
como poeta encantada
espalho poesias pela rua
deixando a descoberto
e completamente nua
minh'alma de rumo incerto
que ao sabor do vento, flutua
vou descortinando lentamente
o véu do semblante do amanhecer
deixando que o sol surja timidamente
acanhado com a minha audácia de ser
notívaga andarilha e valente poetisa
a espalhar com magia pelas ruas afora
seus versos que a noite eterniza
sem temer a chegada da aurora...
ALERTA
Mesmo que soem
as trombetas
anunciando o fim do mundo
mesmo que tudo se transforme
em labaredas
destruindo até o amor mais profundo
ainda assim no meio dos escombros
se encontrará, meio que apagada
para total assombro
a poesia,
mesmo em folha rota e amassada
mas ainda com sua luz e magia
pois tudo poderá passar
mas a palavra do poeta
sobreviverá
como um alerta
aos ímpios que praticam
iniqüidade
barbárie e maldade
e se esquecem da verdadeira
dimensão da fraternidade
e igualdade,
pois só a poesia é capaz
através de seu clamor afinal,
disseminar a paz
sobrevivendo até mesmo
ao juízo final!
CARÊNCIAS
Não me faltam pés
para viajar
faltam-me
força e coragem
para empreender
novas jornadas
falta-me fé
para crer
que ainda existem
novas estradas
falta-me esperança
para acreditar
que conseguirei
ultrapassar
obstáculos, pedras
e granadas...
Falta-me sobretudo,
o alento
de um amor
atento
que me acompanhe
em tudo
que há de vir
e que possa
me reensinar
a sorrir...
SUPERTIÇÕES
Despetalando
a margarida
e acreditando
na magia
do incerto amor
talvez um dia
pudesse me querer,
uma lágrima sentida
pela face rolou
incontida
entristecendo
todo meu ser,
não sobrou
nem uma esperança
sequer
pois no despetalar
cadenciado
restou apenas
a pétala do mal-me-quer!
PRESENTE
Caminhos
percorridos
etapas
ultrapassadas
obstáculos
vencidos
experiências
vividas
marcadas...
o ontem
diluído
aos poucos
sendo
esquecido
em seu lugar
o hoje
a vida
reinventada
esperança
renovada...
DESALENTO
A sensação
de vazio
a impressão
de que tudo
se tornou frio
o incerto
pensamento
o incorreto
sentimento
se esvaindo
pelas veias
como sangue
que não estanca
de feridas feias
o anseio
reprimido
o desejo
escondido
o grito mudo
no silêncio
absurdo
de uma vida
indefinida
sem perspectivas...
MOSAICO
Por Sonia Maria Grillo, Sady Mac e Francci Lunguinho
"Quero seus beijos
Nos meus beijos
Não quero encontrar seus beijos
Noutros caminhos...
Quero seus abraços entrelaçados
Em meus braços
Não os quero procurando
Outros ninhos...
Entre seus abraços e os beijos meus
Nada sobra de nossos ninhos,
Até os caminhos se entrelaçam,
Que nem mãos dadas,
De tão atadas, nem parecem duas...
Mas se seus beijos forem desencontros
Liga não, é que a distância
Afasta meus labios dos seus...
E assim, unos em nossos desejos
Pelos emaranhados fios da paixão
Vamos tecendo sonhos e enlevos
Formando um mosaico no coração
Deixando fluir
Entre beijos seus
E abraços meus,
Toda a nossa emoção!"
........
Fim de Caso
Meu olhar entendeu
A mensagem que você mandou
Seu amor por mim feneceu
E nosso caso acabou...
Só não se arrependa mais tarde
Quando chegar a cruel saudade...
.....
Saída
Fui saindo
Da sua vida
Aos pouquinhos...
Pouca coisa levei
Afinal, quase nada havia
Para preencher meus caminhos...
Umas poucas boas lembranças
Uma infinidade de desilusões
E total ausência de carinhos...
Versos inacabados
Folhas rotas e amassadas
Rimas totalmente em desalinho...
Levei também, a contragosto,
O seu poema, que fiz com amor
Você não o quis,achou banal,mesquinho...
Mas a sua foto... Ah! Essa eu levei!
Nela você me sorri, parece feliz,
Na taça de cristal, borbulhante vinho...
Velhos tempos vividos lado a lado,
Hoje... Tristeza e solidão...
Sentindo angústia no peito apertado
Nem sei como saí e fechei o portão
E com um grito desesperado
Tranquei na mala, meu coração...
.....
Por Quê?
Por que você chegou exatamente àquela hora?
Por que não houve um aviso prévio sequer?
Não sei o que lhe dizer agora
Estou indecisa... Afinal, sou mulher!
O melhor do encontro é a expectativa
É quando as emoções se manifestam
É o coração em descontroladas batidas
São as ânsias incontidas que despertam...
Mas você chegou de forma inesperada
Me pegou totalmente desprevenida
E tomou conta de tudo com sua chegada
Me tornou cativa dessa paixão desmedida
Que explodiu de forma exagerada
Me deixou em suas mãos, completamente perdida!
...
Adoro
Adoro seus cabelos em desalinho
Adoro esse seu jeitinho
Cheio de dengo ao acordar
Adoro o seu olhar
Tão expressivo e fatal
Adoro sua boca sensual
Da cor de carmim
Quando você sorri para mim
Adoro seu corpo, seu cheiro,
Adoro ver você por inteiro
Quando se desnuda sem pudor
E me pede pra fazer amor
Adoro estar ao seu lado
Cometendo pecado
Amando você com loucura
Sintonia pura...
Enfim, adoro nosso maior momento
E você não sai nunca do meu pensamento!
....
GenteVersus Gente
"Tanta coisa a gente sente
Quando a gente está amando
Gente que não quer a gente
No coração da gente morando"
Tem gente que a gente quer
Que nem quer saber da gente
E a gente não consegue sequer
Deixar de sentir o que sente
Tem gente querendo bem a gente
E a gente faz de conta que nem nota
Porque tem olhos voltados somente
Pra quem com a gente, nem se importa
Essa coisa desencontrada
Que no íntimo a gente sente
É contradição desta vida danada
Que vive pregando peça na gente!
....
VESTIGÍOS
Traço
figuras aleatórias
nas mesas dos bares
Escrevo
palavras sem sentido
em todos os lugares
Desenho
as linhas do seu rosto
com os reflexos lunares...
Deixo
vestígios de mim
pois se por aqui passares
saberás porque sofro assim...
.....
MUNDO VIL
Em meio a essa selva de pedra
Meus olhos cansados procuram uma réstia de luz
Minh'alma está aprisionada tal qual acuada fera
Meu corpo exaurido já não sabe onde me conduz
Profundo desencanto se apodera de meus passos
Paralisando-os neste lodaçal de caminhos obscuros
Minhas mãos se erguem em súplica à procura de espaço,
Estou sufocada entre as paredes de concreto e os muros
O ser humano se perde em turbilhões que o mundo impõe,
A beleza se foi há muito e deu lugar à selvageria
O gestos são covardes, a ganância se sobrepõe
Aos anseios de felicidade e de harmonia
Somos irmãos e tão distantes de nós mesmos
Somos criaturas desacreditadas e sem amor,
Somos retirantes descrentes vagando a esmo,
Somos o refugo de nossa ambição e desamor...
.....
Saída
Fui saindo
Da sua vida
Aos pouquinhos...
Pouca coisa levei
Afinal, quase nada havia
Para preencher meus caminhos...
Umas poucas boas lembranças
Uma infinidade de desilusões
E total ausência de carinhos...
Versos inacabados
Folhas rotas e amassadas
Rimas totalmente em desalinho...
Levei também, a contragosto,
O seu poema, que fiz com amor
Você não o quis,achou banal,mesquinho...
Mas a sua foto... Ah! Essa eu levei!
Nela você me sorri, parece feliz,
Na taça de cristal, borbulhante vinho...
Velhos tempos vividos lado a lado,
Hoje... Tristeza e solidão...
Sentindo angústia no peito apertado
Nem sei como saí e fechei o portão
E com um grito desesperado
Tranquei na mala, meu coração...
.....
Inverno dos Meus Sonhos
Árvores nuas, bruma no ar,
Vento sibilante, como a avisar
A morte dos meus sonhos, tão acalentados
E tão prematuramente desmoronados...
Como as folhas pelo chão perdidas
Solitárias e esquecidas,
Minhas esperanças foram esparramadas
Pelas ruas, pelas calçadas,
Menosprezadas... Jogadas ao vento
Sem eco, sem alento...
É inverno em meu coração
Onde só existe uma fria canção
Com notas doloridas
Destoando a minha vida
Sofrida,
Corrompida,
Mal vivida...
MUNDO ROTO
De repente nos vem a vontade de blasfemar
Maldizer o amor e a própria vida...
A vontade de lutar por uma participação
Que seja com a poesia, com a canção
Ou até mesmo com palavras de revolta...
De repente se compreende
Que a dor é da maioria,
De uma coletividade,
Cobertos com suas mantas luxuosas
Estão os donos da sociedade...
De fora, se perdem, gritos de protestos
De fome e até mesmo de perdão.
Existem seres humanos inúteis, amores inúteis,
Vidas inúteis...
A tristeza é uma simples companheira
No fundo do abismo...
A beleza se foi há muito,
Para dar lugar à inveja e ao ódio.
E como e porque se preocupar
Com a criação e a beleza,
Se o que se vê é a guerra,
A miséria e a fome?
A vontade de falar, cantar, gritar,
Continua e continuará,
Enquanto houver correntes aprisionando o mundo,
Homens que anseiam por liberdade e igualdade,
Jovens se perdendo em ilusões doces e vulgares...
Na noite, a mentira sai a passear errante pelo mundo,
Evitando onde choram homens-poetas e crianças,
Por mil momentos saudosos, de mil sonhos desfeitos,
De mil ilusões mutiladas...
E aí nasce a verdade, cruel e tardia,
Mas necessária.
O mundo nunca perdoa os fracos,
É preciso saber fingir também com os olhos,
Dar com u'a mão e roubar com a outra...
É abrigar no coração,
Desejos e sonhos de vingança,
Ilusões precárias e desfeitas,
Ausência de esperança de dias melhores,
Da Paz tão ansiosamente esperada...
Insubstituível
Hoje, já não dou nenhuma importância
Ao que você diz que sente por mim,
O que tem mesmo, significado e relevância
É somente o que trago dentro do peito e fim!
Já passei por todos os estágios do sentir
Me graduei, fiz doutorado e nada mais me causa sofrimento
Vivo intensamente o presente e o que está por vir,
Mesmo inesperado, será bem-vindo, em qualquer momento
Cansei de esperar que acontecesse o impossível
Desisti de lutar para obter o seu amor
Você se tornou de repente, um sonho inatingível
Então, agora aprendi a me dar mais valor
Tenho certeza que não lhe fui indiferente
Lá bem no fundo, ao seu jeito, você me amou
Sei que deixei minha marca, definitivamente
Porém não tem jeito, a emoção acabou
Apesar de tudo, sei que, por uma fração de segundo,
Um mero instante, intenso e inesquecível,
Fui pra você, a pessoa mais importante do mundo
E naquele mágico momento, fui insubstituível!
Ironia do Destino
Quando tudo se acabou
Utopicamente achei
Que seria apenas
Mais um desentendimento
E pensei
Será que nada sobrou?
E todo aquele amor
Sentido em cada momento
Mesmo insensato,
Mas, arrebatador,
Todo aquele carinho
Meio que desajeitado
Sempre em desalinho
Mas, encantador,
À distância,
Mas com o mesmo ardor...
Telefonema a qualquer hora
Inesperado
Mesmo quando você se foi
Mundo afora
Em portos, ancorado...
Mensagens todos os dias
Maravilhosas
Cheias de euforia
Numa escandalosa
Alegria...
O tempo foi passando
E eu, numa ânsia incontida
Me perguntando
Será que dessa vez
É mesmo uma despedida
Uma partida sem volta
Talvez ,
Definitiva?
Então entendi
Que não tive importância
E por fim senti
A insignificância
Da minha presença
Em sua vida
Aí veio a descrença
Em toda palavra dita...
Hoje, ao acordar
Quanta ironia,
Achei uma mensagem sua, antiga
Onde estava escrito:
(mesmo com a chuva que caía)
"Que o sol brilhe no infinito,
Iluminando todo o seu dia!"
Todo Dia
Todo dia
Ao despertar
É uma euforia
Ver o sol brilhar
Espalhando
Em meu interior
Para meu espanto
Raios de amor
E ainda sem acreditar
Na magia que acontece
Com a luz a me inundar
Elevo ao céu uma prece...
Morrendo e sobrevivendo
Sinto-me renascer
E a cada momento
Faço a vida acontecer
Na corda bamba
Me equilibrando
Irradiando luz branca
A tudo vou iluminando...
Todo dia
O milagre se repete
O sol me ilumina e guia
E o meu coração agradece
Mais um Dia
Gotas serenas de orvalho
Desvirginando a manhã
Bordando as flores
Em pequenos retalhos
De luzentes cores
Cheiro de hortelã
Pairando no ar...
Café quentinho da manhã
Na mesa a esperar...
O canto das aves a despertar
As árvores sonolentas
Que se negam a acordar
A bruma aos poucos
Se dissipando
Aos raios loucos
Do sol, que vão iluminando
O despertar da terra
De mais um dia nascendo
Sem pressa, sem medida,
Sem promessa
Apenas obedecendo
O ciclo natural da vida...
O Amor Que Eu Não Fiz
O amor que eu não fiz
não foi porque eu não quis,
era totalmente devasso
e tinha muito, muito
tesão acumulado
com beijos molhados,
roubados e sorrateiros
e carícias ousadas
pelo corpo inteiro
era tresloucado
de desejo suado
e recheado de pecado
bem inconseqüente
ardente
depois, virou
um sentimento triste
e bolorento
desajustado
mas que insiste
adoidado
nesse tormento
louco para ser
devorado
O amor que eu não fiz
mas que eu sempre quis
tinha a sutileza do cetim
em lençóis cor de carmim
e tanto hoje como outrora
insiste em ficar na memória
como falsa fantasia
triste e insatisfatória
O amor que não fiz
e que tanto quis,
ressoava
como toques de clarim
e se espalhava
no aconchego do jardim
pelos bancos da praça
sob o luar da madrugada
e por entre a bruma
se anunciava
alucinado
voando feito pluma
mas docemente safado
era como uma romaria
atrás de milagre de algum santo
mas com lindas alegorias
inutilmente tentando
fugir da nostalgia
O amor que eu não fiz
se tornou cheio de renúncias
e por isso mesmo, infeliz
devorado pela angústia
mascarando o sentimento
transformou-se em injúrias
cheio de lamentos
mas me abraçava
com doçura dobrada
me subjugava
de forma encantada
me levava por trilhas
sem saber se ia dar em nada
e essas armadilhas
absurdas e desatinadas
eram difíceis
de serem desbravadas
O amor que eu não fiz
mas queria ter feito e como quis!
era como chuva fina
no meu corpo suado
fazendo com que o amor
bandido e deturpado
fosse como a dor
de ser por alguém, enganado
transformado em cacos
como cristal quebrado
e marcou como tatuagem
feita a ferro e fogo
com toda voragem
fazendo parte do todo
no beijo e no gosto
mesmo imperfeito no coração
e até na contra-mão
mas ardente de paixão
mas tudo não passou
de impressão
que até hoje
gera comoção
O amor que eu não fiz
e que sempre quis
era como um furacão
em plena erupção
como uma tempestade
arrasando quarteirão
era por demais voraz
alastrando-se com saudade
pois não encontrou a paz
mas eu o fiz em pensamento
e acho que fui feliz
fui iluminada pelos seus olhos
e fascinada me entreguei
e até sua roupa rasguei
e ao lhe ver louco
como se tudo e nada
fosse pouco
sentindo seu trêmulo corpo
a minha pele ardeu
de jeito ensandecido
profano e ateu
pura fantasia
do meu eu
apenas utopia
O amor que eu não fiz
e sempre quis
hoje já não importa
foi uma luta inglória
sem vencedor e sem derrota
apenas coisa ilusória
pelas estradas da vida
uma triste história
interrompida
sem vírgula
sem ponto de exclamação
sem ponto final
com interrogação
e esse é o mal.
O amor que não fiz
e que sempre pensei que quis
foi indefeso
um contrapeso
de maneira desmedida
foi um trágico desejo
como um desterro
com ciúme em exagero
e foi também diferente
e hoje sei realmente
que esse amor que não fiz
e que sempre pensei que quis
não me faria feliz!
HOJE EU BEBI TODAS!
Hoje eu saí por aí
Andando a esmo
Me perdi,
Sim, foi isso mesmo
Estava a fim
De tomar um porre
Tipo assim
Descomunal
Que ninguém socorre
Aquele incondicional
De perder o rumo
O prumo
E tudo mais!
Tipo romaria
De bar em bar
Numa tremenda
Euforia
Só pra disfarçar
A tristeza imensa
Que me consumia
Então não teve jeito
Não tive como escapar
Me achei no direito
De me embebedar
E foi a primeira dose
E mais uma
E mais um gole
Sem pena nenhuma
E bebi todas
E daí?
Bebi sim,
Com força e com vontade
Pra ver se acabava de vez
Com a danada da saudade
Que queria me sufocar
Então só me restava
Tentar matar
Com a bebida
A dor que me queimava,
Atrevida
Dentro do coração
Machucando feito punhal
Destruindo a ilusão
Me causando um enorme mal
Nem pensei em ressaca
Pois sei que infelizmente
Nem por tudo que eu faça
E nem sequer por um talvez
Você vai ser meu novamente
Por isso, outra vez
Vou beber
E não vou nem pensar
Que o sol vai raiar
Que um novo dia vai amanhecer
Quero que tudo se exploda
Pois nunca mais vou lhe ver,
Então, vou tomar todas
E o mundo que se... "exploda"!
Pelo Menos
Quando não temos,
queremos,
quando temos,
esquecemos
de pelo menos
dar acenos
para que mostremos
ou demonstremos
que queremos
o que perdemos
por falsos extremos
e voltemos
ou pelo menos
que tentemos
e nos lembremos
daquilo que esquecemos
e que demos
tudo... De menos!
Declaração de Amor
Eu queria poder fazer uma canção
Que fosse a mais bela
Saída do fundo do meu coração
Com notas coloridas em aquarela
Queria poder fazer um poema
Com as mais belas rimas
Que tivesse como tema
Esse amor que me domina
Queria lhe dar o som do mar
Em doce acalanto
Queria a brisa a murmurar
Versos cálidos como águas de um remanso
Mas como só sei amar
Com o maior amor do mundo
Faça de conta que sou canção, poema, brisa e mar
Em sua vida, a cada minuto, a cada segundo..
...........................................................................................................................................................
"Escrevo poemas como quem desnuda a alma, coisas simples, ditadas unicamente pela emoção. Não sigo regras, nem me considero poetisa, mas sim, alguém que transporta para o papel aquilo que a vida me mostra e me faz sentir. Sou pura sensibilidade. Levo em mim a experiência de ter vivido plenamente, sem medo de ser feliz".
Voltar | Capa |