» NOSSOS POETAS |

» André L. Soares
» Antônio de Araújo
» Cláudio B. Carlos
» Elaine Pereira
» Elano R. Baptista
» Fabrício Mohaupt
» Francci Lunguinho
» Ivone Boechat
» Iza Calbo
» J. Carino
» João Pedro Roriz
» Linaldo Guedes
» Löis Lancaster
» Luciano Fortunato Silveira
» Luiz Alberto Machado
» Márcia Regina de Araújo Duarte
»
Milton Nunes Filho
» Magaly Grespan
» Mônica Montone
» Paulino Vergetti
» Luiz Prôa
» Rita Costa
» Rodrigo Poeta
» Sandra de Almeida
» Sônia Maria Grillo B@by
» Soaroir de Campos
» S. Quimas
» W. Mansurs

 



 
» POESIAS
Paulino Vergetti Neto
conepaki@uol.com.br

»

Choros de amor...
E se para amar
tenha eu que sentir dores,
tragam-me do mundo
todos os amores
e deixem que eu sofra desmedidamente
porque quando o meu coração ama,
creiam que sente um amor de verdade.

Para amar...
dou-me na última gota tragada
d’uma trêmula boca bem beijada
e no último afago de algum carinho.

Estou amando sim...
e por isso tanta dor eu sinto
mas quando choro tudo é lindo
e é quando sei...
que meu coração está
...........................................................................................................................................................

CAMA FORRADA
Mas de nada me queixo,
antes tiro partido,
escondo as dores,
faço um sorriso,
visito o inviso
e abraço o abstrato
e se não olho o espelho,
guardo o meu retrato
e o que me mostra a vida
se não uma colcha de retalhos?

Nunca aprendi a costurar
porque sempre tive a cama forrada
e o sono pronto e profundo
vindo de qualquer estrada
e indo a qualquer rumo.

ALMA LUSA
Alma lusa de longe,
em que mar te escondes
de minhas saudades,
e que mares visitas?
Quais bocas tu beijas?
Que dores suportas?

Trago-te quando a noite cai
em meu coração saudoso
fazendo eu versos,
desenhando amores,
vestindo esperanças.

Alma lusa d’além mar,
vem me buscar, vem logo
pra bem perto de mim
como assim está de nós
este mar que nos separa tanto....

É SAUDADE MESMO
O que sinto é saudade,
já me murmura a fonte límpida
jorrando os sentimentos,
descendo lágrimas.

E a face já não chora só
e convida o coração,
e a flor que aperto em minha mão
traz-me o teu jardim ao peito.

O que sentia era amor,
um zelo puro cheio de amizade
mas se foi a lugar longe,
por isso hoje sinto de ti
tanta saudade...

Não me vês?
Não haverá plena escuridão
onde eu não te veja
e te sinta
e te deseje.

Olho-te com minhas mãos
e te faço amor com meu beijo
e tudo em ti que não vejo
enxergo!

Estás à minha frente
e nada vês e nada sentes
porque o medo te maltrata,
cega a tua alma
e separa a gente.

Sublime Valsa
Valsam-me na carne
um ardente desejo de morada
e palavras afoitas
beijadas por meus lábios
que gostam de sentir tua pele.
É um outro amor que pulsa
enquanto desejos convulsam,
um doce vulcão
espumas da carne.
Valsa em teu peito pedindo tudo,
do escuso à palavra muda
e que apenas discursam para nós
nossos gostos ciganos
que ainda indo longe,
voltam e trazem...

As Mãos Assim..
Minha mão,
doce ilusão que afaga,
fecha a janela,
dá-te um tapa,
alisa o teu peito manso.
Tua mão,
essa verdade que me acaricia,
é quem me conduz embriagado
quando vejo o meu mundo
de cabeça para baixo,
vomitando a ignorância que se desfigura
e diz-me que a rua escura
é o lugar onde mais vejo.
Nossas mãos
carregam-nos juntos para algum lugar
onde nem sei se muito durará
a existir no tempo.

As mães de maio
As mães de maio
são as minhas mães
e as mães de todos.
São as mães que tudo
sofrem, choram, lutam,
essas lindas mães do mundo.
Mas são minhas também,
são mães de ninguém,
as perdedoras
que choram as inglórias brisas
dos filhos perdidos no mundo,
em seus desavisos,
as mães das dores,
as que não são de valores
para os órfãos que vivem
nos desertos dos próprios sentimentos.
As mães de maio são lindas,
são mulheres velhas, tão meninas
que apenas choram...

Jeito de Poetar
Poeta, com que rigor pintas teus versos
que quando os leio,
choro tanto?
Protestas? Diz-me como lê-los
já que as lágrimas me saem
entre sorrisos e prantos.
Poeta, mas se for essa tristeza
o rigor de tua poesia,
chora, sorri mas cria
versos alegres e versos tristes
diferentes de toda e qualquer outra alma.
Poeta versejando
é como um sorriso lacrimejando:
os sentimentos ficam em grande festa.

Mar e Céu
Ainda irei morar no céu
onde o mar termina
e a lua habita com o Sol.
Serei meu arco-íris
a beber o colostro das águas,
fazendo das ondas minha estrada,
fantasiando-me de sereia
a lambuzar-me na marola.
Inda vou morar no mar,
esse cais cheio de ondas,
ainda que a sereia se esconda
em lugar profundo,
fora do mundo,
onde nem o céu nem o mar moram.


Quero este anjo
Réprobo e primitivo anjo,
de que céu caíste,
que pecado doce
puseste em minhas coxas?

Anjo bom, já esqueci teu mal,
é doce esse carnaval
fazes comigo deitado.

Réprobo e primitivo anjo,
enganaste a minha alma
e molhada, deixaste lisa a carne
de quem rezava no silêncio dos justos.

Anjo bom, companhia de mel,
não ficas, nem foges,
envivece, salta deste papel.

Ó senhor
Ó senhor,
por que dentro de mim
duelam a fé e o desamor
e por que há sofrimento e dor
no meu sorriso?
Ó senhor,
Por que o mundo é essa praça
tão cheia de ardor,
sem graça?
Por que, senhor,
o meu amor é diferente
do amor de tanta gente
há no mundo?
As estações do meu tempo estão vazias,
o outro temor é minha alegria
e minhas pernas não são meus passos
e um amor acaba em um abraço
e no choro eternizo uma amizade.

Flores de mar
Flor minha,
em que caminho te beija
minha saudade?
Andei em vãs estradas,
mornas de tuas lágrimas,
doídas do meu desamor.

Minha flor,
eis-me um colibri
ao teu amor sentir
voltando ao que era antes.

Flor minha,
adivinhas...
qual homem mais te amou
que eu?

Os lobos... esses homens
Os lobos não morrem jamais...,
porque a alcatéia ama
e o mundo desanda e anda
dizendo-se eterno.

Os lobos amordaçam a vida,
são tiranos queridos que zombam,
nascem, crescem, cantam,
mas não aprendem a amar.

Os lobos são maiores que os homens,
esses outros que se autoconsomem
que da vida não passam de um tombo
e assim os lobos não morrem jamais,
apenas viram homens...

Do Espelho
Espelho d’água cristalina e doce
bebe a minha face
que, sem qualquer disfarce,
vê a tua.
Espelho onde me vejo a orar silencioso
diz-me quão maravilhoso era
se eu pudesse
transformar-te em Era
e cobrir toda a tua pele?
Mas espelho que admiro,
se sorrindo me vês, não o sei.
Talvez minhas lágrimas embacem tudo
e a tua face, juro, é o que procuro
atrás da face do que vejo.
Olha-me e diz tudo.
Não me deixes descer ao absurdo
de ainda olhando-te não me ver...


A Fome das Ruas
Faces lúdicas da fome
vi correr pelas ruas
escondendo as lágrimas de crianças.
Tanto governo que chega
tanto governo que manda
tão poucos homens que amam.

Nem sei se a fome tem boca,
se grita agitada ou se é rouca,
mas seu cheiro ofensivo maltrata,
todos a sentem, ninguém faz nada
e ela habita entre nós,
sem medir distância,
como se fosse apenas outra criança
que quase morta, já não quer morrer mais...

É adeus?
Traz-me o mormaço da dor
e esse espinho que tanto fura
para eu saber que o nosso amor
não foi apenas uma desventura.

E será eternamente assim:
eu a chorar,
tu a sentires... que,
me foste a maior mulher
e eu teu maior homem!

Há uma grande história de amor
sobre uma historieta de dor
que nossas almas nunca suportaram.

Que meu último beijo
molhe os lábios teus
e sem mais chorar
resfolegue um adeus
que nunca nos maltrate.

...........................................................................................................................................................
Francci Lunguinho é editor do Crônicas Cariocas

Voltar | Capa


   
Crônicas Cariocas® - 2006 / 2008
Matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores
» Outros Canais | 2 Dedos de Prosa | Artes das Ruas | Caderno de Cultura | 1º Concurso Crônicas Cariocas 2008 | Cultura: agenda | Cultura: artes plásticas | Cultura: eventos | Cultura: meu clássico favorito | Cultura: show | Cultura: teatro | Cinema | Cinema Falado | Cinemão | Cinematógrafo | Mise en Scène | Respirando Cinema | TelaGrande | Festival do Rio 2007 | Contos | Contos de Terror! | Convidado Especial | Copa 2014 | Cristo Redentor | CrônicasTur | Dicas de Português | Editorial | Entrevistas | Esportes & Saúde | Exclusivo | HQ's | Infantil | Infantil: english | Literatura | Meu Bairro | Música | Música & Voz - Tatiane Vidal | Oise | O Que Estou Lendo | O Rio em P&B | Pan2007 | Poesias | Reportagens | RsRsRs | Crônicas Sociais |