RUMO E DIREÇÃO CERTOS
É impressionante como as pessoas gostam de camuflar o que pensam. Uns acham que, dizendo, serão reprimidos; outros que assustarão e muitos preferem o silêncio dos recuados. E é por isso que o nosso Estado chegou aonde chegou e terá que ser feito um sacrifício assombroso para recuperá-lo.
É difícil ver honradez e escrúpulo em nossos legisladores. A história recente do nosso Estado tem nos envergonhado bastante e o pior ainda é sabermos que as soluções para esses despautérios não são fáceis.
2008 menos começou e já pipocaram escândalos por todos os lados. Apesar de janeiro e fevereiro serem meses de férias, de muitas festividades, há por cima desse clima os desacertos na moenda do nosso ano administrativo. É preciso ações corretivas para tudo isso que estamos vendo em pauta neste iniciozinho do ano. Ou se faz ou a coisa chegará ao deslimite do permissivo, se já não chegou!
Há velhas autoridades ainda na ativa que necessitam de um auto-entendimento de que devem sair da cena político-administrativa rapidamente. Suas presenças assanham o bebedouro da confiabilidade, dificultando a convenção das mazelas maiores. Há vícios imorais entre várias delas que só poderão ser corrigidos com a permuta por novos valores descomprometidos com o descaso e a injustiça. Jubilar esses é abrir portas e limpar caminhos. O Estado necessita de sangue novo à frente de suas principais instituições. Acabou-se a filiação familiar a essas empresas públicas. Nosso Estado quer entrar na modernidade e ser livre verdadeiramente. Há que soprar vento novo por aqui.
O que parece existir do Sertão à Zona da Mata é descaso e nulidade de ação. Nossos políticos precisam ser sacolejados, a maioria deles destituídos de seus cargos. Acho que apenas assim é que a sociedade poderá ter o dinheiro de seus impostos bem aplicados e as obras necessárias e esperadas transformadas em realidade!
Faltam idéias firmes. Se não há compromisso social da maioria dos nossos políticos, por que reelegê-los? Ser-nos-ia sóbria burrice! O comando final para tudo isso que venha e que seja do povo.
Rendo-me, pois, à crença de que é preciso mudar-se e rapidamente. A sociedade não acredita mais em sua Assembléia Legislativa, esse órgão justamente encarregado de tecer as leis que deverão proporcionar o bem-estar ao nosso povo.
Se eles não estão fazendo bem, como o executivo pode governar melhor?
Aproveitemos para acertar as contas logo de baixo para cima. 2008 dar-nos-á a possibilidade de recompormos as Câmaras de Vereadores e as Prefeituras Municipais. Quem fez bem será reeleito – e foram muito poucos – e quem não o fez que não continue desfazendo.
Poeira assentada, água limpa no pote e aí poderemos sentir sede porque haverá água limpa para se beber. Andemos então, mas que nosso andar tenha rumo e direção certos!
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*Paulino Vergetti Neto é médico e escritor
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