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*Esta autora escreve neste espaço às quartas-feiras
 

Os Garimpeiros da Mente

Fotomontagem: Francci Lunguinho

13|06|07 • Um fato inédito está acontecendo nos últimos anos. Uma nova corrida ao ouro, talvez. Só que o ouro, desta vez, não se encontra no fundo da terra, mas nas profundezas da Mente. Ele veio anunciado por obras de ficção, como o filme Matrix, por documentários como Quem Somos Nós e O Segredo, e por livros que aprofundam o tema para um outro tipo de público amante da leitura.

Esses novos garimpeiros da mente descobriram que o tesouro está muito mais perto do que pensavam, e começaram a escavar fundo dentro de si mesmos. Mas, muito depressa se deram conta de que esta não pode ser uma busca às cegas. É preciso mapa e instrumentos. Ou seja: método. E este método exige auto-conhecimento, disciplina interior e persistência.

E eles começam a perceber que o que foi ocultado desde sempre foi justamente o Método. Este é o ‘segredo’! Sua posse confere poderes, e por isso não pode ser revelada senão aos ‘iniciados’.

Se tudo isso foi ocultado por milênios, porque vem à tona justamente agora?

Porque estamos nos aproximando do final de um ciclo cósmico. Aproximam-se tempos difíceis, de transformações internas e externas profundas, e precisamos estar preparados mental e emocionalmente para tudo isso. Pela primeira vez, ciência e misticismo falam a mesma linguagem. A revelação de um Método é confirmada pela psicologia Transpessoal, pela neurociência, pela física quântica, e por todos aqueles conhecimentos já ensinados há milênios pelas tradições do hinduísmo, do budismo, do cristianismo primitivo, e de todas as antigas escolas místicas da humanidade.

E o que revela esse Método? Que precisamos aprender, de uma vez por todas, a pensar e agir como seres vibracionais num universo vibracional. Isso significa que tudo que pensamos e sentimos emite uma determinada vibração que vai atrair de volta aquilo que foi emitido. Portanto, quando dizemos que somos responsáveis por aquilo que criamos, isto não é uma metáfora. É ciência.

Ainda não atingimos o nível máximo de nossa ‘humanidade’. Estamos ainda em fase de humanização. Mal sabemos como usar o fantástico potencial do complexo jogo neurológico de nosso cérebro. Ainda não conhecemos a excelência humana. Usamos menos de 10% de nossa mente em operações absolutamente tolas, simplórias e inconseqüentes.

Nos deixamos levar por motivações psicológicas emocionalmente desorientadas e inconscientes. O resultado é que atraímos situações e realidades indesejáveis, que nos causam sofrimento, doenças e relacionamentos confusos e desastrosos. Aí caímos vítimas de um círculo vicioso. Quanto mais conflito atraímos para nossa vida, mais dependentes de soluções externas nos tornamos: remédios, drogas, barulho, agitação, agressividade... Como conseqüência, mais alienação e estresse acumulamos dentro de nós.

Como sair dessa armadilha criada por nossa própria mente?

Este é ‘o segredo’ tão bem guardado por pessoas que conquistaram o sucesso e a abundância na vida. A saída está bem perto de nós, na verdade, está dentro de nós. O que dizem os místicos? Tudo que há é um fluxo de bem estar e abundância. Vejam a natureza, ela não resiste a este fluxo e tudo nasce, cresce e se multiplica. O ser humano é a única espécie que trava este processo através de algo que lhe é peculiar: o livre arbítrio. Nós podemos dizer NÃO à vida. E é o que dizemos quando resistimos ao fluxo da abundância, escolhendo a inconsciência e a não-responsabilidade por nossas escolhas.

Obviamente, isto não é feito intencionalmente. Todos querem ser felizes. Mas nem todos querem assumir que esta é uma condição que tem alguns requisitos. Por exemplo, aprender a Arte da Permissão, ou seja, a de se permitir ser feliz. É comum um padrão de medo, de auto-desmerecimento, de culpabilização que impede a entrega ao fluxo. Quando alguém permanece focado nesse padrão, ou seja, quando dá excessiva atenção a esse padrão, a pessoa começa a vibrar em ressonância com essas qualidades negativas. O resultado é imediato: depressão, desânimo, ressentimento, resistência.

Portanto, o primeiro passo do Método é aprender a ter controle sobre nossos pensamentos e emoções. Mais do que isso, orientá-los, administrá-los de acordo com nossos desejos. Aprender a reconhecer quando uma emoção negativa está se alojando em nossa mente e substituí-la por outra positiva. Criar aquilo que no hinduísmo se chama ‘propensão’ vibratória, ou seja, a força adquirida por um pensamento/emoção que se repete diariamente como uma oração ou um mantra. Jamais focar num pensamento contrário aquilo que se deseja; jamais permitir que uma emoção contrária ao fluxo do bem estar e da abundância permaneça em nosso coração. Isto significa não dar alojamento à ira, à mágoa, à culpa, ao ressentimento, ao medo, à raiva. Pelo contrário, alojar e manter a alegria, a gratidão, a esperança, a fé, durante as 24 horas do dia.

Isto é a tão propalada Lei da Atração. Se é verdade que somos seres vibratórios, irradie um sinal que vai atrair o que você deseja. A física chama a isso de ‘salto quântico’, você pode chamá-lo de poder pessoal, Eu Superior ou Graça Divina. Precisamos nos tornar exímios garimpeiros da mente para estarmos aptos para descobrir o ouro do novo momento evolutivo que se aproxima, mas, sobretudo, para fazer jus ao título de homo sapiens sapiens que supomos ser.

Este tema será objeto do workshop no dia 30 de junho,
em Campinas, "O papel das emoções na criação da realidade".
Informações pelo telefone (19) 3258-6184

Mani Alvarez é Doutora em Filosofia da Educação e Diretora do Instituto Humanitatis – Campinas. Autora do livro “Psicologia Transpessoal: a ponte entre espiritualidade e ciência”. Site Oficial da Autora.

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