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UCB e o Crônicas promovem concurso de crônicas
Cada participante pode concorrer com até cinco trabalhos
A fim de estimular a produção literária e revelar talentos da literatura carioca, o projeto Castelo Cultural, da Universidade Castelo Branco, em parceria com o portal Crônicas Cariocas, está promovendo o I Concurso Crônicas Cariocas.
De acordo com o regulamento do concurso, os candidatos devem ter mais de 15 anos e morar na cidade do Rio de Janeiro para poder participar. Os textos devem ser inéditos e escritos em Português. Cada participante poderá concorrer com  cinco crônicas e o valor da inscrição é R$ 5,00 para cada trabalho enviado. Uma comissão julgadora formada por cinco jurados irá avaliar as crônicas levando em consideração a criatividade na escolha do tema, a qualidade técnica empregada, a originalidade do texto e a obediência às regras do Português. As inscrições para o "1º Concurso Crônicas Cariocas" estão abertas e terminam em 2 de junho de 2008. Outras informações sobre o concurso e sobre o regulamento podem ser solicitadas pelo email concurso.cronicascariocas@gmail.com, ou entrar em contato pelo telefone (21) 7849-5585,  ou acesse o regulamento clicando aqui.

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» RIO DE JANEIRO, 5 DE FEVEREIRO DE 2008

Nelson Rogrigues

"Protesto, em nome da família brasileira!” O grito solitário, mas representativo de muitas indignações dos conservadores na época, saiu da platéia de “Beijo no Asfalto”, de 1961. Era contra Nelson Rodrigues, considerado maldito e pornográfico por muitos. Agora, 46 anos depois, ele é o homenageado desta edição da FLIP. Será uma excelente oportunidade para que todos conheçam melhor o grande cronista do comportamento humano e sua obra, que continua atual e influenciando dramaturgos, escritores, músicos e artistas.

Para o diretor de programação da FLIP, o jornalista Cassiano Elek Machado, a escolha de Nelson Rodrigues pretende ajudar a redimensionar o papel do escritor dentro da literatura brasileira. "Nelson Rodrigues infelizmente não consegue se libertar de uma visão folclórica que fazem de sua obra.

Muitos ainda o enxergam como um reacionário ou um imoral, como um polemista ou um frasista inconseqüente. Nisso tudo, muitos esquecem que ele é o principal dramaturgo brasileiro e um dos nossos melhores escritores, um sujeito que soube como poucos garimpar o que existe de universal e grandioso no universo do cotidiano banal."


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Professora da UPB publica biografia do jornalista Caco Barcellos

Chega às livrarias esta semana o livro Caco Barcellos: o repórter e o método, de Sandra Moura, professora do Departamento de Comunicação e Turismo da UFPB e integrante da Sociedade Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR) .

Nenhuma obra, até o presente livro, tinha tratado da trajetória do jornalista Caco Barcellos. A sua origem, a infância e adolescência vividas num bairro pobre de Porto Alegre. O livro aborda ainda o momento em que Barcellos opta pelo jornalismo, a convivência com comunidades hippies, os primeiros empregos, a chegada em São Paulo, a fama na televisão, desde o início da carreira na TV Globo até a experiência mais recente como correspondente da emissora em Paris e o comando do Profissão Repórter. Histórias que vão aqui acompanhadas de material iconográfico, com fotografias do jornalista em suas várias fases.

Acostumado a desvendar os crimes da polícia, o jornalista tem também neste Caco Barcellos: o repórter e o método o seu processo de investigação revelado. A revelação é feita a partir da pesquisa dos documentos de Rota 66: a história da polícia que mata, lançado por esse premiado repórter, considerado um dos mais importantes nomes no jornalismo brasileiro. A pesquisa desses documentos foi o objeto da tese de Doutorado de Sandra Moura defendida na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em setembro de 2002.

Cecília Almeida Salles, professora titular do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), assina a orelha do livro de Sandra. Afirma Cecília:

"Esta publicação apresenta uma pesquisa bastante original de Sandra Moura no campo do jornalismo. É feito o acompanhamento do processo de produção do livro-reportagem Rota 66: a história da polícia que mata de Caco Barcellos. O leitor vai encontrar a densidade das diversas camadas de pesquisas que sustentam a construção dessa grave e imprescindível denúncia. Num primeiro momento, fiel a uma hipótese, o jornalista desenvolveu uma longa investigação em busca de informações. Os assustadores dados obtidos foram tantos que exigiram o encontro de modos de organização, de onde saíram os primeiros resultados. É interessante observar que nessa fase da reportagem investigativa de qualidade, os métodos de pesquisas científicas e do jornalismo se cruzam. Tudo isso acontece em um clima de dúvidas sobre os possíveis resultados e, naturalmente, de coragem ao enfrentá-los. Já durante a construção do relato, que se tornou livro, assistimos a um longo processo que envolveu escolhas de determinados recursos narrativos; esse atento e criterioso manuseio da palavra colocam, de algum modo, o jornalismo, a crônica e a literatura em diálogo".

Sandra Moura, por sua vez, fez o caminho inverso desenvolvendo seu método de pesquisa: como leitora do livro Rota 66 foi profundamente marcada pelo efeito do relato e como investigação havia sido desenvolvida. Ao conseguir ter acesso à vasta documentação, gentilmente cedida por Caco Barcellos, mergulhou nesses registros: "Fichas, caderno de anotações, fotografias, recortes de jornais e revistas, cópias de processos judiciais, laudos de exame de cadáver, inúmeros papéis soltos com transcrição de entrevistas, pedaços de folhas com anotações de depoimentos, desenhos, livros, monografias, registros de consultas de antecedentes criminais". A pesquisadora passou muitos meses procurando por algumas chaves para a compreensão dos procedimentos investigativos do jornalista. Tirava da tenaz observação desses documentos suas próprias anotações, que lhe ofereciam pistas sobre o modo como esse pensamento jornalístico se construiu.

Agora, os leitores de Caco Barcellos: o repórter e o método vão ter o privilégio de conhecer os interessantes resultados de seu estudo. Vale lembrar que esta publicação traz ainda uma interessante reportagem sobre o jornalista estudado, que nos auxilia a contextualizar o surgimento de Rota 66. Tudo é apresentado em um texto ágil e instigante."

Serviço:

Título do livro: Caco Barcellos: o repórter e o método
Editora da UFPB
Páginas: 260
Preço: 40,00 reais
Mais informações no site:   www.cchla.ufpb.br/sandramoura ou pelo e-mail: sandramoura@cchla.ufpb.br

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