Céu e Inferno
É sabido que em toda a humanidade há a fé e a esperança de que haja um lugar melhor e esplendoroso que este no qual vivemos.
Todos têm a esperança de, um dia, após a morte, sejam transportados para um lugar maravilhoso, florido e cheio de amor. Esse lugar é o Céu...
Sabe-se também que toda religião apregoa esse céu como um prêmio àqueles que tiveram ótima conduta na vida terrena.
Ensina-se, também, que há lugares onde o indivíduo que comete pecados, de acordo com a gravidade, na totalidade destes, iram pagá-los. Sendo que os que têm pecados menores, passaram pelo purgatório e daí, depois de se purificar, é que herdarão o Reino dos Céus. E àqueles de pecados abomináveis, cujo teor não há perdão, restará o Inferno...
Ora, esse é um assunto muito delicado e polêmico para se falar ou argumentar, pois não há uma base sólida em tais conceitos, mesmo que estejam escritos na Bíblia.
Não há provas cabais e definitivas de que seja assim.
Há sim, dentro de cada indivíduo, a esperança de que, de fato, exista um paraíso para o qual iremos depois da morte. No entanto, é só: a fé e esperança de todo aquele que teme a morte.
Nos dias de hoje, mundo moderno, há outros conceitos que nos motivam a pensar de forma diferente.
Quando morre um ente-querido desejamos logo que ele vá para o Céu, para perto de Deus. Na verdade, sofremos menos ao saber que esta pessoa que queremos tanto bem, irá desta para outra vida melhor...
Não pensamos que o temos conosco para sempre. Só pensamos que o perdemos, não o veremos mais, não o teremos mais em nossa companhia no dia-a-dia...
Se o tivermos sempre no coração, ele estará sempre conosco. Então ele estará no Céu.
Nesse caso, o Céu é o nosso coração.
Por quê?
Porque a força do amor exercida dentro de nós, em nossos corações, nos fará sempre crer que o Céu existe e está em nós e em cada um, individualmente, não em um lugar qualquer do espaço, do universo...
Aí alguém diria: “Este cara não acredita em Deus...”
Eu diria que acreditar em Deus é outro conceito e não tem nada há ver com este.
Para se acreditar em Deus, basta apenas olhar os pássaros, as flores... sentir a brisa do ar na pele. Não precisa ninguém lhe dizer que Ele existe.
As religiões apregoam a salvação.
Você se salvará e irá para o Céu... Todos, sem exceção, seja de qualquer igreja, falará assim... E você paga o dízimo para ter a salvação. Para você estar de bem com a igreja tem de pagar o dízimo. Aí, você está salvo, ou pelo menos está no caminho certo... Livre arbítrio...
Esta do dízimo, é outra questão que não quero entrar no mérito.
Você se salvará...
Se salvará de quê? Qual o perigo ao qual você está passando e precisa se salvar?
Ou será este perigo o de ir para o inferno?...
O Inferno... Outro conceito que nos leva ao medo e ao terror!
Todos têm medo de ir para o inferno. Ninguém de sã consciência pensaria em ir para o inferno. Nem por experiência... O fato é que o inferno, com seus diabos, seus demônios e seu fogo ardente e cruel, está dentro de nós mesmos: o temor à Deus, o medo do pecado e de um mundo de desobediências.
Tudo isso nos faz ter medo.
O medo da morte é aterrorizante. Conheço pessoas que têm calafrios e sentem o horror em seus corações que disparam ao liberar adrenalina em grande quantidade.
De fato, é horrível se sentir perto da morte ou até em imaginá-la.
Eu mesmo já passei por isso algumas vezes.
Porém, tem uma coisa que nos ajuda muito a conviver com a espera da morte: é o amadurecimento, a aceitação, o saber e o reconhecimento da vida em suas três fases: nascer, viver e morrer.
Desde o primeiro minuto em que um bebê vem ao mundo já se sabe que ele irá morrer um dia. É o óbvio...
Outra coisa nos deixa tranqüilos para a morte futura, é sabermos que deixamos filhos, netos e até bisnetos para perpetuarem nossa vida...
Então, o que pensar sobre a vida e a morte?
Simples: procurar viver o melhor possível o dia-a-dia. Rezar para se ter uma vida longa e se preparar psicologicamente para que no futuro se aceite a morte como a realidade de um estágio da própria vida.
Lembre-se sempre: O que se leva da vida, é a vida que a gente leva...
Feliz 2008
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*Fim
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