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joao_manoel@click21.com.br

» rio de janeiro, 23 de outubro de 2007

A TROCA DE VALORES (parte 5)

Grupos de extermínio - Proteção à testemunhas - Desarmamento - O desrespeito ao bem alheio - Juventude sem controle - O menor aliciado - As manobras políticas - A corrupção e seu efeito.

Ouvimos e vemos nos noticiários dos rádios, televisões e jornais, reportagens sobre grupos de extermínio, os chamados Esquadrões da Morte. Sabe-se que em diversas ocasiões na nossa sociedade, seja em qualquer cidade do nosso país, aconteceram mortes individuais ou em grupos atribuídas a esses matadores.

A sociedade, num todo, condena atos desta espécie.

Os governos, através de suas polícias locais e federais, investigam casos de mortes por extermínio.

Há casos até de matança em grande escala, como foi a de Honório Gurgel no Rio de Janeiro ou o do Presídio Carandiru, em São Paulo.

O fato é que essas mortes, muitas vezes atribuídas à grupos de policiais, às vezes, disfarçados e encapuzados, ficam muitas vezes sem solução. Atribui-se à isso a falta de provas.

Nesse caso, o do Rio alguns foram condenados.

Embora se fale muito desses grupos, sabe-se que eles existem dentro dos dois lados.

Há no meio das quadrilhas de bandidos grupos especializados em extermínio, ou seja, pessoas que são utilizadas em execução de outras que sejam impecilhos e atrapalhem as ações desses grupos organizados em suas atividades escabrosas. Alguns se especializam até em formas de torturas, que são usados para arrancar confissões, testemunhos e outras formas de denúncias.

Há também os cemitérios clandestinos, onde são enterrados seus comparsas ou aqueles que se tornam estorvos, seja por pertencer a outra “gang” ou uma queima de arquivo, ou até um repórter metido a sabido.

Quantas pessoas desaparecem e não são localizadas mesmo depois de intensas buscas, sejam homens, mulheres ou crianças, bandidos, policiais e até políticos - como bem sabemos.

À noite, em vários pontos de qualquer bairro de algumas cidades, há grandes tiroteios, bala pra todo lado: bandido x polícia ou bandido x bandido - e pessoas comuns no meio do fogo cruzado -. No outro dia não se ver cadáveres em ponto algum. Será que esses cemitérios não estão sendo usados na calada da noite para enterrarem seus mortos?

O crime organizado está a cada dia mais bem “organizado”. Coisas especializadas devem estar acontecendo no meio deles a fim de melhorar suas ações, senão, vejamos, por exemplo: As facções criminosas orientadas e financiadas por seus chefes e interessados, preparam garotos e os colocam em escolas, universidades e financiam seus estudos. Estes saem formados em advogados, juízes, médicos etc. Outros entram na Polícia, “servem” ao Exército ou outra corporação militar e se formam com alta patente, outros entram na política.

O fim de tudo isso só deve ter um propósito: infiltrar gente no meio das organizações privadas e governamentais para o próprio uso e de suas quadrilhas.

Quando houver necessidade de um serviço especializado, eles já tem alguém próprio no ramo e lá dentro!

Essa deve ser a tônica das grandes organizações fora-da-lei: ter sempre alguém infiltrado em setores dos três poderes e suas ramificações, para o uso em suas atividades criminais.

O fato é que as coisas devem estar acontecendo assim mesmo.

Os bandidos estão cada vez mais organizados.

Muitos políticos devem estar envolvidos nessas ações, chefiando ou acobertando.

Essa é a indústria do crime.

Outra coisa é o serviço de proteção as testemunhas. Como sabem, esse serviço foi criado para proteger pessoas que presenciaram ou testemunharam crimes.

Aqui no Brasil simplesmente não existe, ou seja, é quase inoperante. Quantas pessoas são mortas depois de presenciar um crime como “queima de arquivo”. Outras antes de testemunhar um crime são da mesma forma eliminadas para não depor no tribunal. Até as que pedem proteção policial, as vezes, não são levadas à sério, como aconteceu há algum tempo em São Paulo e aparecem mortas em algum lugar, jogadas como trapo...

É necessário que as leis sejam revistas e reformadas. Não beneficiando os criminosos nem dando regalias à eles.

É preciso que os tais “direitos humanos” sejam direcionados verdadeiramente para o cidadão e não para o criminoso.

Quantas vezes vemos e ouvimos nos canais de comunicações que esses representantes de instituições dos direitos humanos defendendo bandidos, apelando para melhorias em prol de suas estadias em prisões municipais e estaduais, quando muitos que lá estão são criminosos da pior espécie. Assassinos, estrupadores, traficantes, assaltantes e outra infinidade de prática do crime.

E as pessoas, as famílias, destroçadas por essa corja de malfeitores, cadê seus direitos? Ou será que os únicos direitos das famílias que tiveram seus entes queridos varridos da face da Terra por bandidos é chorar e sofrerem a sua perda?

Quando é que as autoridades vão abrir os olhos e enxergar que mais um passo e não haverá volta? Estaremos de vez dominados pelo crime super-organizado?

Houve também o desarmamento.

Ora, esse desarmamento, no pensamento de quem implantou esse projeto e que aprovado no congresso, teve a desculpa da violência: Desarmando à todos, a probalidade de mortes por armas de fogo diminuirão. Isso seria verdade se essa ação atingisse realmente a toda população. Acontece que armas existente em posse de cidadãos, sejam em casa, em repartições, ou mesmo na rua, legalmente ou não, de uma maneira ou outra, são proteção individual ou coletiva. Quer em casa ou na rua, o cidadão honesto visa se defender. Ao se recolher todas essas armas, independente de classe, todos ficaram a mercê dos marginais da lei. Por quê? se perguntaria o mais inocente dos pecadores: Porque ao se desarmar, o chefe de família terá seu lar desprotegido. Porque todo e qualquer bandido, por mais burro que seja, vai compreender que em qualquer casa, seja do rico ou do pobre, que ele pretenda assaltar vai estar ao seu livre acesso e sem temor algum ele se ousará mais porque tem essa certeza, pois as armas que só estão nas ruas são as dos bandidos, porque esses não devolveram “suas ferramentas de trabalho” de jeito nenhum. Não estão malucos...

Por que não ser mais rigorosos com o processo de porte de arma. Exigir mais o controle e fiscalização através de órgãos competentes para que a legalidade seja melhor imposta ao cidadão e evitar que qualquer um, inclusive bandido, possa ter o porte de arma.

Essa é a triste realidade: leis que beneficiam os infratores, leis que protegem os bandidos, leis que desfavorecem os cidadãos. É, mais uma vez, a troca de valores.

Outra coisa, ainda falando de desarmamento: é que esse projeto não está evitando que entrem contrabandos de armas através de nossas fronteiras.

O que “eles” deveriam fazer é mais fiscalização nas fronteiras, com homens bem equipados e armados, e acima de tudo super bem instruídos para evitar a entrada dessas armas em nosso país. De repente, a Polícia Federal deveria aumentar o seu contigente e tomar a frente disso tudo, espalhando seus homens por toda a fronteira e tornando “guerra declarada ao desarmamento” na fonte.

E o respeito aos direitos do próximo? Isso é outra coisa de fazer dó.

Há na constituição, deste a primeira versão, uma frase muito dita, porém pouca usada na prática: “O seu direito começa quando o do próximo termina”. A verdade é que o desrespeito seria a frase mais correta.

Não há, em qualquer lugar que se vá ou se passe, o respeito ou o medo de se desrespeitar em qualquer que seja a situação. Exemplo: antigamente, quando se dirigia um carro nas ruas as pessoas tratavam de subir as calçadas para não serem acidentadas.

Hoje em dia cansa-se de se ver pessoas andando, conversando ou não, simplesmente andando no asfalto, e você tem que desviar seu carro para passar além das pessoas para não atropelá-las. É como se a prioridade fosse do pedestre.

Outra coisa é a contramão: não é respeitada, seja por bicicleta com bicicleta, transeunte com carro ou bicicleta e vice-versa. É o desrespeito total. Aí, se diria de uma maneira geral: desrespeito por quê? Resposta: porque o desrespeito é uma questão de educação e pessoas má educadas não sabem o que é respeito (só quando afeta o seu lado).

Roubar é, acima de tudo, um desrespeito ao bem do próximo. - O ladrão diria: é uma necessidade própria. Porém não é só roubando que se desrespeita o bem do próximo. Só você invadir um terreno alheio já é um abuso e punido por lei. Quantas vezes se pega garotos e até mesmo maiores pulando no quintal para pegar uma “pipa” ou uma bola, sem pedir autorização, sem ser-lhe dado o direito de invadir.

Carros roubados são largados em qualquer lugar. Ficam expostos e a mercê de quem quiser e esteja por perto. Muitos, quando descobrem que o carro é roubado, quebram pára-brisa, entram e roubam o que podem e o que querem. Pessoas má instruídas pulam em cima, outras incendeiam. Quando se perguntar a essa gente o porque de tudo isso eles dizem: “Ora, se eu não levar outro leva...”

Houve o caso de um carro roubado, largado e incendiado pelos ladrões em um determinado bairro. No mesmo dia haviam levado o motor e os aros das rodas. Dois dias depois parou um pequeno caminhão comum e homens também comuns, serraram o automóvel em vários pedaços e o levaram, com certeza para vender no “ferro velho”.

Essa é a mentalidade de pessoas que não têm respeito pelo bem do próximo. O que deveriam fazer era proteger o bem alheio até que o dono aparecesse para pegar o que é seu.

Quantas pessoas dão parte a polícia quando seus carros são roubados e depois saem feitas loucas à procura de seus carros e quando acham têm a triste visão deles depenados, aumentando o seu sofrimento.

Não há o mínimo respeito! Não chega ter havido o roubo do carro, o próprio “cidadão” - se é que se possa chamar assim - que deveria usar a honestidade e lisura, dar o exemplo de cuidar e proteger.

E nas ruas? Você anda tropeçando em cachorros ferozes, pisando em fezes, suas calçadas amanhecem sujas de cocô, cavalos derrubando seus sacos de lixo, sujando a calçada. Vizinhos queimam lixo na rua enchendo as casas dos vizinhos de fumaça, às vezes tóxicas. Altas horas da noite, quando as pessoas estão em suas camas querendo dormir e descansar de um dia de trabalho, ouvem-se sons de alto-falantes em altíssimo volume, não deixando a vizinhança dormir.

Entre outras coisas as comemorações com fogos de artifícios, sejam por um gol do time do coração ou por outro tipo qualquer de comemoração. O fato é que o desrespeito ao silêncio e ao próximo está presente. E a nossa juventude? Há no meio dos nossos jovens aqueles que enveredam pelo caminho do mal. Muitos sem motivo aparente. Filhos de pais ricos, tendo do bom e do melhor. Eles descobrem logo cedo que suas vidas não estão completas. Outros se deixam levar por amizades inadequadas e suas mentes são subornadas por prazeres fúteis. Na falta de uma personalidade e de um caráter forte, concebidos através da família e dos ensinamentos religiosos e ainda de uma índole desdobrada através da educação, conceitos passados de pai para filho, moral adquirida na virtude de suas experiências de vida, exemplos de vida tantas vezes apregoadas no dia a dia do adolescente, e mesmo assim, eles entram no mundo do crime por mais nem menos. Matam pais, irmãos, avós e amigos num momento de fraqueza ou de loucura para roubar bens materiais e com o fruto alimentar seus vícios incontroláveis. Vemos diariamente inúmeros casos de assassinatos em família. Seqüestros onde o mentor é o próprio seqüestrado, estrupos de pai contra filha, e outra infinidade de crimes bárbaros dentro do lar onde o culpado é sempre, ou quase sempre, a droga.

Há jovens que são levados ao vício por amigos. Fumam, cheiram e bebem, financiados pelo bolso da família.

Temos que ficar atentos cada vez mais com nossos filhos. Se nos seus momentos de aflição notar que algo não vai bem, aproxime-se deles. Verifique. Procure saber o que não está bem. Veja se ele precisa de conselho, ajuda ou apoio. Sonde seus amigos e descubra se há algum envolvimento inadequado. E quando assim for, tenha calma e bom senso para encarar suas dificuldades, por piores que sejam, e procure ajudar, aconselhando, apoiando, cobrindo até alguma dívida que os estejam levando para o buraco. Amanhã ou depois você terá o reconhecimento deles.

O menor carente é outro problema no nosso país. Muitos vêem dos problemas dos pais, pouco dinheiro, dificuldade para suprir as necessidades de casa, nunca sobrando. Não têm mesadas.

Suas vidas vão passando sem completarem seus desejos, seus anseios. Muitos querem até ajudar nas despesas dos pais. Procuram um emprego, seja qual for, e não o conseguem. Bate o desespero e, aí é que mora o perigo: se não forem cabeça fria, conscienciosos, perdem o controle e topam qualquer parada, enveredando pelos caminhos do mal.É preciso que, junto com os pais, consigam superar e se conformar com as dificuldades. Lutar com todas as garras por dias melhores.

É nessas horas que os homens maus atacam. Ao ver a criança passando necessidade, oferecem-se para ajudar. Uma mãozinha aqui outra ali e o menor está fisgado: quando se der conta está sendo usado para o crime. Aliciados e envolvidos com todo tipo de droga, servindo de “avião”, vigiando e coisas piores. E quando quiser sair não há volta. Estão enterrados até o pescoço. Daí a tendência é virar um criminoso da pior espécie, roubando para viver e matando para não morrer até os seus curtos dias futuros.

Há muitos políticos que por volta das eleições prometem mundos e fundos.

Para o jovem é a mesma coisa. Eles prometem emprego, ótimos salários e uma infinidade de vantagens para os jovens eleitores imaturos e desconhecedores da realidade política do nosso país. São envolvidos pelas promessas de campanha que ficam sempre no papel. Quando estão no poder a coisa é outra totalmente diferente. E quando se vai cobrar geralmente dão a desculpa de não haver verbas, outras coisas entraram na frente por maior prioridades e daí pra frente.

O fato é que com muitos políticos é assim: Só prometem.

Isso sem falar dos maus políticos que se envolvem em crimes e falcatruas. Enriquecem as custas dos cofres públicos. Onde o suborno e a corrupção estão de braços dados com eles.

Quanto dinheiro é jogado fora com obras, licitações ilegais, desvios de verbas e outra infinidade de coisas não menos ilícitas. Nossas instituições em geral estão falindo devido à essas falcatruas que à custo o governo está tentando desvendar e punir os culpados.

O problema é que as leis favorecem sempre àqueles que têm o poder nas mãos. Nunca se ver um político preso realmente. Há sempre a tal da imunidade parlamentar que protege a todos eles. Que adianta prender se continuam “numa boa”, como foi o caso de um certo juiz lalau? Os privilégios são direito de alguns poderosos.

O pior é que tudo isso vai afetar a economia nacional, a saúde pública, a educação, o bolso do contribuinte, a mesa do pobre e todas as pessoas honestas da nossa já sofrida pátria.

...........................................................................................................................................................
*Continua


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