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» rio de janeiro, 7 de janeiro de 2007

O Salário Mínimo

Ano Novo... Os mesmos velhos problemas...

Anteriormente, falei na possibilidade de um aumento robusto no salário mínimo, quando do aumento desproporcional e vergonhoso dos parlamentares.

Se eles se auto-valorizaram num percentual de cem por cento, por que não reajustar também o mínimo em cem por cento?

Aí, eles e todas as outras autoridades do assunto diriam: Não! Não se pode aumentar o salário em cem por cento... Quebraria o orçamento do governo e muitos trabalhadores iriam para a rua.

Muitos empregadores não poderiam pagar um aumento de cem por cento. Apresentariam também um monte de obstáculos contra uma proposta dessa - lógico, o aumento de seus salários não tem nada a ver com isso.

Pois eu diria que um aumento que elevasse o mínimo para R$ 800,00 ou até mais: R$ 1.200,00, não seria um assombro nenhum. Por quê?

Alguns podem até pensar que estou louco ou cheio de fantasia na cabeça. Mas, eu direi o porquê e como. Suponhamos, só suponhamos que o mínimo fosse para mil e duzentos reais... Daria para uma família de quatro pessoas - pais e dois filhos - passarem o mês relativamente bem (o ideal seria mil e quinhentos) com as crianças em escola pública e bem alimentada.

Ora, um chefe de família que tenha seu ordenado nesse teor e no final do mês sobra uma “merreca”, lógico que com esse dinheiro ele poderia comprar mais um eletrodoméstico, ou mais roupa, ou mais comida, e assim por diante.

E se levarmos em conta que são muitos pais de família por esse Brasil à fora com essa mesma possibilidade, diríamos que haveria um gasto extra mensal para cada um.

Então, vejamos: exemplo? Uma televisão.

Se cada família com a sobra salarial comprasse um televisor, ia acontecer o seguinte: muitas lojas, ao vender as televisões, teria o estoque esgotado. Conclusão? Teriam que pedir mais aparelhos - já que a possibilidade de novas vendas estaria no ar - ao fornecedor que por sua vez, para atender aos muitos pedidos de várias lojas ou redes de lojas, já que a demanda seria em todo o país, teriam que dobrar ou até triplicar a produção. Com o mesmo número de técnicos ou montadores? Não, lógico. Teriam que contratar mais gente para viabilizar e dar conta dos pedidos. Outra conclusão? Geração de emprego - isso sem falar que as lojas também precisariam aumentar seu quadro de vendedores, já que a clientela também aumentou.

Também precisaria aumentar o número de empregados dos fornecedores de peças e componentes na fabricação da televisão - como se sabe, muitas peças e componentes de televisão e outros aparelhos domésticos são fabricados por especialistas que fornecem para os fabricantes e montadoras.

Mais uma vez está aí o ponto chave da questão: geração de emprego!

É lógico que algumas profissões ficariam bem remuneradas, acima, talvez um pouco, do valor do indivíduo. Por outro lado, seria um incentivo para se melhorar profissionalmente em outras classes, e também uma melhora na qualidade de vida de cada um...

Em suma, um aumento salarial substancial só iria melhorar a vida de todos nós.
Será que estou errado?

Bom... é esse o recado. Espero que um dia isso possa acontecer...

Ah! Os aposentados!

“Eles” diriam: vão quebrar os cofres do INSS.

Será?... Como, se o percentual de desconto de contribuição sobre o salário continuaria o mesmo dez por cento.

Até a próxima.

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