DE VOLTA AO PRESENTE
Imagem: A persistência da Memória - Salvador Dali (1931)

Após tanto tempo, eis que ressurjo no mundo virtual. Não por esforço da OI. Muito pelo contrário. Da crônica anterior até aqui, tentamos de tudo para ter a tal PORTA para o Velox. Nada. Esta semana, adquirimos uma nova linha, que vai nos custar mais R$ 60 e, trocando o prefixo de 3233 para 3234 – SIMPLES ASSIM – temos o Velox de 1 mega por R$ 120. A OI não ofereceu desconto nem mandou correspondência lamentando o ocorrido. Ah, o Plano OI Conta Total que se tornou um campeão de reclamações está de molho.
Agora, junte isto ao INSS e as negativas para acrescentar à minha aposentadoria 25% e tirar a mordida do Imposto de Renda. Não tem quem não fique louco. Estive na tal perícia com o medico gordinho e ele negou, baseando-se na lei que me confere tal direito. Entendeu? Também não. Meu procurador entrou com um recurso e só resta esperar. Afinal, não estou tentando uma fraude, fato bem mais fácil de pôr em prática, não é mesmo?
Aliás, neste tempo sem escrever nada, porque me sinto desmotivada e penso demais, acabei tomando uma overdose de TV. No programa Hoje em Dia, da TV Record, vi uma entrevista com o cantor e parlamentar Agnaldo Timóteo (acho que é assim). Já entrevistei o artista e foi uma decepção, vê-lo defender a Ditadura (PAUSA. NESTE MOMENTO NO CASOS DE FAMÍLIA, 16H40, SEXTA-FEIRA, DIA 27/06, A MOÇA DISPARA QUE TOMOU REMÉDIO FAIXA PRETA... GENTE!), a prostituição para meninas com corpo de mulher e dizer que Chico Buarque não canta nada, foi como passar por uma sessão de tortura.
É impressionante como as pessoas falam errado na TV, um veículo de massa que atinge a todos. E os apresentadores erram e muito. Realmente é uma vergonha. Aliás, o governo preocupadíssimo (faz-me rir) com o endividamento dos aposentados, cortou o saque pelo cartão consignado que tem uma taxa de 3,5 % ao mês e representa uma ameaça para os grandes bancos. Quando pensei em fazer o saque, ouvi a notícia no telejornal e liguei para o Banco Cruzeiro do Sul. Já era impossível. Aí fiquei endividada mesmo.
Vou parar por aqui, para ver se esta crônica sai ainda hoje e me faz sentir de volta ao presente. É bom aproveitar. Nunca se sabe quanto todo o mundo vai desconectar ao nosso redor. Fui.
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*IZA CALBO é jornalista (aposentada) e escritora
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