Em tempos de Velox Internet não chega... Simples assim!
Fotomontagem: Francci Lunguinho
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Há exatas duas semanas, mudamos de endereço. Havíamos acabado de fechar o Plano Oi Conta Total 2, com velox de 1000, o que, por estas bandas, custa cinco ou seis vezes mais que no sul do País. Até aí estava tudo bem. Mudamos num sábado e, no dia seguinte, um técnico veio instalar o telefone. Pronto. Era só esperar mais três dias e teríamos a Internet de volta.
A ilusão veio ao final do terceiro dia de um total de cinco de espera. Não havia disponibilidade para o Velox no novo endereço, embora perto do anterior, praticamente no mesmo bairro. Pior: com consulta antes de pedir a transferência. Passamos, então, a colecionar protocolos “48 Horas”, um tipo de enrolação Jack Bauer ao quadrado.
Cansados da espera, na quinta-feira, optamos por pedir o cancelamento do plano e fomos encaminhados ao Setor de Qualidade da Operadora – única no Estado (Ah, como faz falta a concorrência!). Muito simpática, a atendente disse ser uma atitude precipitada. Até porque, nenhum técnico havia estado no local. É mesmo? Não foi por falta de sugestão.
Ontem, sexta-feira (2), lá estava um caminhão da OI e homens debaixo de chuva analisando o cabeamento. Hoje, dia 3, terminado o prazo de 72 horas, pediram mais 48 horas de espera. E, por toda esta confusão, não tive como entrar em contato com as pessoas; avisar a mudança de endereço e telefone; enviar a crônica semanal; enfim... nada de Internet. Só mesmo na Lan House e às pressas, porque custa caro e o tempo não pára.
Agora, sábado, 18 horas, o ADSL e o DATA do modem continuam desligados. Detalhe: o Plano tem fidelidade de 12 meses, mas, ao que parece, apenas por parte do contratante. Porque a contratada, via atendentes quase virtuais, coloca que tudo o oferecido se traduz em “benefícios”, não sendo assim uma obrigação.
Ora, se tudo é benefício porque então o marketing nos liga e “mete” um pacote e cobra por ele? Não deveria ser tudo gratuito? No nosso caso, por exemplo, só nos interessava o Velox com maior velocidade.
Aliás, já éramos assinantes há um bom tempo. Os outros “benefícios” – falar de fixo para fixo ilimitado (nem tanto); ter 200 minutos no celular, passando de cartão para conta; assinatura inserida e, finalmente, um Velox veloz – nosso único interesse – não são atrativos. Além disso, não podemos considerar uma proposta decente oferecer Internet discado.
Pelo andar da carruagem e do vaivém desencontrado dos fios da OI, vamos parar no Procon. Simples assim!
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*IZA CALBO é jornalista (aposentada) e escritora
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