A volta do palhaço
Lá vem, lá vem de novo... Mais uma eleição para você, prezado leitor, gastar o seu tempo votando e exercendo sua cidadania... E assistindo a mesma não levar a nada.
Acredito que todo cidadão deve se manter ciente dos processos políticos do seu país, e tornar-se consciente do seu papel no exercício da democracia. O problema é a piada. Sim, companheiros, a piada. Não me refiro à censura ao humor, que foi imposta de maneira completamente inconstitucional, mas me refiro ao humor dentro da política. Nesse caso, a comédia é feita por palhaços.
O cidadão escolhe, vota e participa da escolha dos seus líderes. Todavia, em essência, nosso voto só serve para manter as pessoas erradas nos cargos políticos errados, no país errado, ganhando salários desproporcionais demais para se considerar trabalho. Está tudo errado, e o seu voto sustenta o circo. Sendo assim, todo mundo quer se eleger. O interesse mesmo não é a manutenção da democracia, a preocupação com os direitos do povo... O lance é dinheiro.
Simples assim. O mesmo dinheiro que você conquista de maneira honesta, mas em proporção desonesta. É esse dinheiro que move a todos, e leva qualquer pessoa a pleitear um cargo, um pedacinho do bolo, no meio do picadeiro que existe nos altos escalões da assim chamada política. Até eu, qualquer um quer, é dinheiro à balde sem fazer nada: e ainda podemos roubar, aumentando a adrenalina. E é nesse momento que entra qualquer um: palhaço, modelo e dançarina (para não categorizar mais especificamente), jogador de futebol, padre, pastor, pai-de-santo, pessoas sem instrução ou orientação, gente que não tem ideia do que está fazendo. Mas todos querem a mesma coisa. E não é o que você também quer? Dinheiro...
Tenta a sorte. Tráfico e política são, talvez, semelhantes: dinheiro fácil, desonesto, e incentivado pela união... Mas aí a gente guarda pra próxima... é outro assunto... |