FELIZ ANO NOVO
Pessoal, agora Inês é morta. Se alguém não conseguiu colocar em prática aquele projeto delineado em Janeiro deste ano, infelizmente já é tarde demais. Mas, não fiquem frustrados achando que foram incapazes, ineficientes, ou coisa que o valha. Nós somos assim mesmos. Às vezes fazemos projetos grandiosos. Tentamos dar um passo bem maior que as nossas pernas. Aí, quando chega Dezembro, vem aquela sensação de incompetência. Neste mundo louco, extremamente competitivo, onde não se pode perder tempo, somos levados a projetar, aspirar, almejar, mostrar para todos que estamos “realizando”. Mas, esquecemos de combinar com as outras partes que, embora não apareçam claramente no cenário dos sonhos, estão camufladas. È o tempo, é o capital inicial, são as pessoas que nós jurávamos que eram de confiança e competentes e que depois provaram que não eram nem uma coisa nem outra. E por aí vai. O bom mesmo é a esperança de que o ano que vai se iniciar será melhor que esse que se finda. Eu, que já tenho mais de cinqüenta janeiros, ainda continuo teimando e fazendo meu plano de vôo para o ano seguinte. Houve momentos em que fui obrigado a abortar a decolagem. Em outros, tive que fazer uma aterrizagem forçada. Quando não, optei por uma nova rota, mais curta, mais objetiva. O importante é ter paciência, fazer alguns ajustes e ir em frente. Desistir, nunca.
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Edejás de Oliveira é escritor
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