Essa Garotada!
A tecnologia trouxe entre outros avanços, uma nova maneira de se comunicar. São os celulares, e-mails, sites de bate-papo etc.
E nossos adolescentes, de posse dessa parafernália, resolveram fazer uma série de abreviações no idioma. É preciso que os pais tenham em mãos um dicionário para não ficarem “boiando”. Hoje, o jovem que escreve corretamente a língua portuguesa nestes sites, está pagando “mico”. Ou seja, está fora do contexto da rapaziada.
Eu, em casa, às vezes não consigo conter o riso lendo o que minha filha mais nova escreve conversando com seus amigos. Seu idioma nada tem a ver com português, inglês ou outra língua qualquer. É o internetês.
Até parece que moro em um país e ela em outro. É um tal de POW, AHÉ, TBM, VC, VLW, TB, QD e outros códigos. Fico imaginando o esforço que ela tem que fazer - quando em sala de aula - para escrever o velho português e não esse novo idioma dos internautas. Mas, adolescente é assim mesmo. Lembro de minha juventude, em que eu era sempre corrigido quando pronunciava uma palavra estranha. Meu pai tinha verdadeiro horror às gírias. Ele que gostava de ouvir no velho rádio, Braguinha e Orlando Silva, tinha que aturar minha insistência em sintonizar a Radio Mundial para ouvir o programa Cavern Club, sob o comando do locutor - já falecido - Big Boy que, na opinião de meu pai, falava uma língua estranha. Hoje não é diferente. Aliás, o jovem de todas as épocas continua o mesmo, está sempre inventando alguma palavra para tornar o diálogo mais direto. A nós, que somos “cascudos”, resta-nos apenas ir aprendendo com eles e nos adaptando. Fazer o quê? Rsrsrs.
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Edejás de Oliveira é escritor
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