Morreu no Lear Jet? (parte 1/2)
Os idiotas da atualidade conseguiram falir os sistemas de saúde. Idiotas de todos os tempos porque elucubraram a medicina de alopatias, Latim e tomos preguiçosos, restringindo o acesso a status ou somente ao número desnecessário para cuidar de certas elites sociais. Funcionou quando anestesia era grito e agora que clamam cinco bilhões, dizem manter serviços exemplares de atendimento, nos fragmentos de 1o Mundo, com resgates aéreos, cirurgias, transplantes, modernos laboratórios e tomografias computadorizadas; esqueceram de dizer, privados! Nenhum governo ou médico sem fronteiraresolverá, partindo-se da premissa que mens sana corpore sano é impossível em sociedades de consumo histérico, onde a luta pela sobrevivência somada às neuroses individuais, desequilibra não apenas os tecidos do corpo, pior reflexo, a própria saúde coletiva. Rezem. Faltam investimentos estruturais no Estado, quando teorias Keynesianas são postas por terra pela prática da globalização financeira, ou seja, o modelo estatizante não resolveu (também nunca deixaram resolver). Vivemos um cataclisma. Se Cuba arrojava-se de excelência médica, isolada foi em relação à dermatologia, pois os aparelhos de raio X vinham da URSS e os mercúrios-cromos são patenteados no Ocidente, lá falta quase todo o resto. Nem vou me referir ao Oriente médio em guerra permanente onde bombas de pregos explodem em pizzarias e ônibus ou à África faminta, onde 60% da população contraiu o vírus HIV e outros ebolas, hospitais tendas surgem do acaso, água potável é luxo e a ONU pouco consegue fazer. Nem iremos longe com pneumonias controladas, até o surgimento de uma nova Peste: o oriente tem gente demais e é por demais distante, mas um vôo chega em 24 horas. Pelo menos hindus, budistas e xintoístas valorizam a meditação e ajuda ao próximo e têm alimentação à base de peixes e algas, infinitamente mais saudáveis. Os resultados são estatísticos. Voltemos à Europa do welfare state comprometido pelos suicídios e invasão do leste pobre ou ao dito mundo civilizado, onde se ganha dinheiro para se pagar remédios e assistência médica na velhice, já que sistemas públicos de saúde só atendem com prioridade conveniados! Sim, um contra-senso? Como é o pseudo-avanço tecnológico, afirmam os religiosos sediados lá – só Deus cura, só JESUS desvia a bala! Atiraram no Papa e curou, porém se tivessem explodido os ortodoxos talvez fosse diferente. Fazem estardalhaço com a ovelha Dolly, ela não resistiu à pressão... Não alardeiam que um hospital depende quase que exclusivamente de tecnologias ou será clínica de boas intenções. Nos Estados Unidos é a vergonha total! Eles têm quase tudo, mas sem um boleto de pagamento ou credit card, corre-se risco de morte e não há atendimento algum pelas máquinas! Visite se quiser, sem seguro viagem.
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*Dr Guto semana que vem descemos nas veias da América Latina...
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