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Filme: Divã
Original: Divã
País: Brasil
Ano: 2009
Direção: José Alvarenga Jr.
Roteiro: Marcelo Saback
Elenco: Lilia Cabral: Mercedes
José Mayer : Gustavo
Reynaldo Gianecchini: Theo
Cauã Reymond: Murilo
Alexandra Richter: Monica
Eduardo Lago: Carlos Ernesto
Paulo Gustavo: René
Elias Gleizer: Agenor
Antonio Pedro Borges: Tio de Gustavo
Vera Mancini: Hillary 
Helena Fernandes: Shirlene
Duda Mamberti: Padre
Estréia: 17/04/2009


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franCCI LUNGUINHIO »

francci.lunguinho@gmail.com

» RIO DE JANEIRO, 9 de abril de 2009

DIVÃ

Foto: Divulgação

Marta Medeiros escreveu Divã não como um romance, mas como uma novela curta, numa transição entre a crônica e a ficção, como a própria autora define. Adaptada para o teatro, a peça foi vista por mais de 175 mil pessoas ao longo de 150 apresentações. Depois do estrondoso sucesso no teatro, a atriz Lilia Cabral, que protagonizou e adaptou o texto, se juntou ao diretor José Alvarenga Jr. e ao roteirista Marcelo Saback para levar a história para o cinema.

No filme, Lilia Cabral vive Mercedes, uma quarentona, casada, mãe de dois filhos e supostamente feliz. De repente, para satisfazer uma curiosidade, passa a frequentar um psicanalista, que funciona como uma espécie de interlocutor mudo, porém, indispensável. A princípio, Mercedes duvida que precise de ajuda de um profissional, mas conforme as indagações vão surgindo, se depara com um mundo totalmente diferente do vivido por ela até ali. E assim, seu cotidiano muda e faz surgir um mundo de desafios e experiências.

Quando Mercedes percebe que tudo pode ser além daquilo que a deixou paralisada no tempo por tanto tempo, recria sua história e abraça as diferentes possibilidades que se abrem. Momentos intensos e inesperados são a mola propulsora da nova mulher que passa a existir. Aliás, as várias mulheres que habitam o seu ser. Assim, ele consegue ser a apaixonada, a ciumenta, a sensual, a sexual e a amiga, sem deixar escapar a maturidade de uma jovem senhora de 40 anos.

O elenco está entrosado. Alexandra Richter, que vive Mônica, a melhor amiga de Mercedes, está perfeita. José Mayer (como o marido Gustavo) numa ótima interpretação, e os galãs Reynaldo Gianecchini e Cauã Reymond dão conta do recado. Ainda tem a participação de Helena Fernandes, como a socialite plastificada Shirlene, também ótima.

Mulheres irão se identificar facilmente com este filme, e os homens, se tirarem o preconceito, aproveitarão uma ótima oportunidade para conhecer um pouco da alma feminina.

Cotação para este filme:
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