» FICHA TÉCNICA |

Título no Brasil:  Transformers
Título Original:  Transformers
País de Origem:  EUA
Gênero:  Ação
Distribuição: Paramount Pictures
Tempo de Duração: 143 minutos
Ano de Lançamento:  2007
Estréia no Brasil: 20/07/2007
Site Oficial:  http://www.transformersmovie.com
Direção:  Michael Bay
Elenco
Shia LaBeouf ... Sam Witwicky
Megan Fox ... Mikaela Banes
Josh Duhamel ... Sergeant Lennox
Tyrese Gibson ... USAF Tech Sergeant Epps
Rachael Taylor ... Maggie Madsen
Anthony Anderson ... Glen Whitmann
Jon Voight ... Defense Secretary John Keller
John Turturro ... Agent Simmons
Michael O'Neill ... Tom Banachek
Kevin Dunn ... Ron Witwicky
Peter Cullen ... Optimus Prime (voz)
Julie White ... Judy Witwicky
Bryan Cox ... (voz)
Amaury Nolasco ... ACWO Jorge "Fig" Figueroa
Mark Ryan ... Bumblebee (voz)
Trilha Sonora
“What I've Done”
Composta por Mike Shinoda
Interpretada por Linkin Park


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franCCI LUNGUINHIO »

francci.lunguinho@gmail.com

» RIO DE JANEIRO, 18 de JULHO DE 2007

TRANSFORMERS:
A Evolução da Animação no Cinema

Fotos: Paramount

No final da década de 80 e até meados dos anos 90, um desenho animado virou coqueluche no Brasil entre a garotada que curtia rock’n’roll e motores eletrizantes. Eram os Transformers, seres alienígenas do planeta Cybertron, que se dividiam em dois tipos robóticos: os operários, responsáveis pelos ajustes das máquinas, e os militares, teoricamente os mais fortes, preparados para a defesa e a ordem. Existem algumas versões para a origem dos Transformers, uma delas, mais difundida na série animada, seria a de que os robôs surgiram a partir de outros seres: os Quintessons. Já a versão gráfica, contada pela primeira vez nos gibis da Marvel, traz os cybertrônicos gerados de uma entidade chamada Primus (que seria o próprio Cybertron), como forma de autodefender-se. Controvérsias sobre as origens à parte, a ruptura dos Autobots (operários) com os Decepticons (militares), assim como a chegada ao planeta Terra e o início das guerras cybertronianas, sempre são descritos de maneira parecida.

Para a alegria dos saudosistas e fãs ardorosos da série, o filme Transformers, dirigido por Michael Bay e produzido por Steven Spielberg, que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, dia 20, segue assumidamente os mesmos padrões. No cinema, a história é basicamente a mesma dos gibis: de um lado os Decepticons, comandados por Megatron, do outro, os Autobots, liderados por Optimus Prime, e no meio, os humanos.

No início, Cybertron era governado por Opitmus Prime e Megatron juntos, até que o robô gigante, líder dos Decepticons, inventou uma guerra para controlar Allspark, o agente que dá vida aos seres inanimados. Mas Opitmus Prime lança o objeto ao espaço para evitar que Megatron se aposse dele e coloque em risco o destino do Universo. Megatron vagueia em busca do Allspark até descobrir que a Terra o contém. Acidentalmente ele cai no Oceano Ártico e acaba congelado e perdendo energon, a energia que o mantém vivo. No ano de 1939, numa expedição capitaneada por Archibald Witwicky, Megatron é encontrado em estado letárgico, mas consegue usar suas últimas forças e mapear nos óculos do capitão as pistas que o levará a Cybertron e, consequentemente, contactar seus soldados.

Roteiro engraçado apesar de falho

Na atualidade, o adolescente Sam Witwicky (vivido pelo ótimo Shia LaBeouf), tataraneto de Archibald, é presenteado pelo pai, Ron Witwicky (Kevin Dunn), com um Chevrolet Camaro caindo aos pedaços. O que o tímido Sam quer é desfilar com seu possante e conhecer garotas, principalmente a bela Mikaela Banes (Megan Fox). Mas, eventualmente, Sam e Mikaela presenciam uma luta entre o Decepticon-caçador Barricade (na terra, disfarçado de carro de polícia) e o seu Camaro, agora transformado no Autobot Bumblebee, que fora designado para protegê-lo. Quando Sam descobre que guarda a chave do segredo que os robôs procuram, já está no meio de uma guerra que pode levar a destruição do planeta Terra.

Os desenhos são ultra-realistas e seguem uma estética muito complexa. Milhões de camadas e detalhes dão verossimilhança aos personagens-robôs que se misturam facilmente aos personagens humanos. Já a história é focada principalmente na perspectiva humana, onde o amor, a compaixão e a liberdade são temas centrais da trama. Os mais fanáticos, provavelmente, notarão alguns detalhes que destoam da série original, mas, em todo caso, a engenhosidade e a criatividade da equipe de Bay, conseguem agradar em cheio. A intenção de Bay era que os robôs fossem baseados nos modelos originais, mas com a preocupação de concebê-los com o que há de mais moderno em tecnologia de design. O resultado é uma comunhão de efeitos e fantasia.


O roteirista John Rogers, que também é autor de quadrinhos, consegue fazer uma história interessante, mas não prima pela qualidade (é engraçada, porém cheio de clichês). Os que não são familiarizados com o universo dos Transformers podem sentir falta de uma apresentação mais detalhada dos personagens (principalmente por se tratar do primeiro filme, já que há brechas para continuações), entretanto isso não dificulta o entendimento do filme.

O filme é ótimo, o melhor, até aqui, que junta animação e humanos em cena. Enfim, com este filme, as mãos de Spilberg/Michael Bay conduzirão o futuro do cinema de animação.

Cotação para este filme:
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