
TRANSFORMERS:
A Evolução da Animação no Cinema
Fotos: Paramount
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No final da década de 80 e até meados dos anos 90, um desenho animado virou coqueluche no Brasil entre a garotada que curtia rock’n’roll e motores eletrizantes. Eram os Transformers, seres alienígenas do planeta Cybertron, que se dividiam em dois tipos robóticos: os operários, responsáveis pelos ajustes das máquinas, e os militares, teoricamente os mais fortes, preparados para a defesa e a ordem. Existem algumas versões para a origem dos Transformers, uma delas, mais difundida na série animada, seria a de que os robôs surgiram a partir de outros seres: os Quintessons. Já a versão gráfica, contada pela primeira vez nos gibis da Marvel, traz os cybertrônicos gerados de uma entidade chamada Primus (que seria o próprio Cybertron), como forma de autodefender-se. Controvérsias sobre as origens à parte, a ruptura dos Autobots (operários) com os Decepticons (militares), assim como a chegada ao planeta Terra e o início das guerras cybertronianas, sempre são descritos de maneira parecida.

Para a alegria dos saudosistas e fãs ardorosos da série, o filme Transformers, dirigido por Michael Bay e produzido por Steven Spielberg, que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, dia 20, segue assumidamente os mesmos padrões. No cinema, a história é basicamente a mesma dos gibis: de um lado os Decepticons, comandados por Megatron, do outro, os Autobots, liderados por Optimus Prime, e no meio, os humanos.
No início, Cybertron era governado por Opitmus Prime e Megatron juntos, até que o robô gigante, líder dos Decepticons, inventou uma guerra para controlar Allspark, o agente que dá vida aos seres inanimados. Mas Opitmus Prime lança o objeto ao espaço para evitar que Megatron se aposse dele e coloque em risco o destino do Universo. Megatron vagueia em busca do Allspark até descobrir que a Terra o contém. Acidentalmente ele cai no Oceano Ártico e acaba congelado e perdendo energon, a energia que o mantém vivo. No ano de 1939, numa expedição capitaneada por Archibald Witwicky, Megatron é encontrado em estado letárgico, mas consegue usar suas últimas forças e mapear nos óculos do capitão as pistas que o levará a Cybertron e, consequentemente, contactar seus soldados.
Roteiro engraçado apesar de falho
Na atualidade, o adolescente Sam Witwicky (vivido pelo ótimo Shia LaBeouf), tataraneto de Archibald, é presenteado pelo pai, Ron Witwicky (Kevin Dunn), com um Chevrolet Camaro caindo aos pedaços. O que o tímido Sam quer é desfilar com seu possante e conhecer garotas, principalmente a bela Mikaela Banes (Megan Fox). Mas, eventualmente, Sam e Mikaela presenciam uma luta entre o Decepticon-caçador Barricade (na terra, disfarçado de carro de polícia) e o seu Camaro, agora transformado no Autobot Bumblebee, que fora designado para protegê-lo. Quando Sam descobre que guarda a chave do segredo que os robôs procuram, já está no meio de uma guerra que pode levar a destruição do planeta Terra.
Os desenhos são ultra-realistas e seguem uma estética muito complexa. Milhões de camadas e detalhes dão verossimilhança aos personagens-robôs que se misturam facilmente aos personagens humanos. Já a história é focada principalmente na perspectiva humana, onde o amor, a compaixão e a liberdade são temas centrais da trama. Os mais fanáticos, provavelmente, notarão alguns detalhes que destoam da série original, mas, em todo caso, a engenhosidade e a criatividade da equipe de Bay, conseguem agradar em cheio. A intenção de Bay era que os robôs fossem baseados nos modelos originais, mas com a preocupação de concebê-los com o que há de mais moderno em tecnologia de design. O resultado é uma comunhão de efeitos e fantasia.

O roteirista John Rogers, que também é autor de quadrinhos, consegue fazer uma história interessante, mas não prima pela qualidade (é engraçada, porém cheio de clichês). Os que não são familiarizados com o universo dos Transformers podem sentir falta de uma apresentação mais detalhada dos personagens (principalmente por se tratar do primeiro filme, já que há brechas para continuações), entretanto isso não dificulta o entendimento do filme.
O filme é ótimo, o melhor, até aqui, que junta animação e humanos em cena. Enfim, com este filme, as mãos de Spilberg/Michael Bay conduzirão o futuro do cinema de animação.
Cotação para este filme:
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