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Título do Filme: Romulus, Meu Pai
Título Original: Romulus, My Father
Idioma: Inglês
Duração: 100 Minutos
Gênero: Drama
Produtora: Magnólia Pictures
Distribuidora: Califórnia Filmes
Direção: Richard Roxburgh
Roteiro: Nick Drake
Elenco: Eric Bana, Kodi Smit-McPhee, Franka Potente, Marton Csokas, Russell Dykstra.
Data de Estréia: 20/06/2008
www.californiafilmes.com.br


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francisco carbone »

rosquinhamabel@hotmail.com

» RIO DE JANEIRO, 20 de junho DE 2008

ROMULUS, MEU PAI

Melodramas assumidos servem pra descarregar certas tensões, muitas delas relacionadas ao próprio dia a dia. Conheço pessoas que só de imaginar o lançamento de uma nova produção do gênero já entram em polvorosa, e olha que tais pessoas nem fazem questão de que tais tramas sejam baseadas em fatos reais. Agora imaginem a felicidade extrema que irá aplacar tais conhecidos ao verem em cartaz na cidade esse Romulus, Meu Pai, que além de mergulhar no rio de lágrimas com vontade ainda é adaptado do livro do filósofo Raimond Gaita sobre sua própria infância. O filme marca a estréia atrás das câmeras do ator Richard Roxburgh, mais conhecido como o duque de Moulin Rouge, que demorou 7 anos alimentando o sonho de levar a história da família Gaita às telas. Pra um marinheiro de primeira viagem ele se saiu muitíssimo bem, sabendo equilibrar de maneira eficiente o melodrama tradicional com ótimas atuações, num filme que não chama o espectador de burro, fato que ocorre com mais freqüência do que se imagina.

Mas a verdade é que a vida de Gaita realmente é rica em acontecimentos tristes e/ou definitivos, principalmente quando lembramos que em um espaço de tempo muito curto uma profusão de fatos ocorreu (é óbvio q o livro deve ir pelo mesmo caminho). O sucesso dessa empreitada muito provavelmente deveria se valer do cuidado aplicado no roteiro pra que tantas tragédias acumuladas na vida do pequeno personagem não fossem atropeladas pela vontade do projeto em ser fiel a sua origem; pois bem, com esse susto os produtores do filme não precisam se preocupar, já que o roteiro casa muito bem a necessidade de ser fiel com a agilidade que o cinema precisa. Mesmo que Roxburgh não tenha experiência como realizador, fica claro que sobra sensibilidade ao contar uma história de amor das mais primais, entre pai e filho. E quando observamos que esse aspecto simples é defendido por todos os envolvidos no projeto, cria-se a simpatia a um filme ‘pequeno’, humano e cheio de verdade.

O filme mostra a vida de Romulus e seu filho Raimond, Que moram num rancho na Austrália dos anos 60. Integrante de uma comunidade de imigrantes , Romulus foi abandonado há muito tempo pela esposa Christina, que não agüentou as responsabilidades maternas e fugiu com um amigo do marido. Sozinho no rancho com o menino e enfrentando diversos problemas financeiros, Romulus conta com a ajuda do amigo Hora para vencer inúmeras adversidades e tentar criar o filho que ainda sonha em ver os pais juntos de novo. Durante o filme, veremos como se desenrola o relacionamento entre os personagens Romulus e Christina e somos supreendidos por situações bizarras, porém verossímeis. Eric Bana e Franka Potente têm desempenhos sólidos, e conseguem passar a desorientação de seus personagens. Marton Csokas e Russell Dykstra são excelentes coadjuvantes e demonstram segurança e talento em seus papéis. Mas todos ficam na sombra de Kodi Smit-McPhee e seu banho de interpretação. Como o filme não é perfeito (apesar de ter mencionado o roteiro ainda agora, fica claro que seu principal problema é na falta de resolução de vários pontos dele), o garoto tão novo se encarrega de leva-lo nas costas, e consegue por vários momentos. Agora fica claro porque seu nome vem sendo saudado como uma grande revelação, e cogitado para premiações por seu novo filme ao lado de Viggo Mortensen (The Road).

De qualquer forma, enquanto melodrama assumido o filme vale, deixando poucas chances para não chorarmos durante sua projeção. Como mencionei, a entrega do elenco e de toda a equipe é louvável, e o filme demonstra isso sempre. A dedicação de todos fez com que nos envolvamos tão facilmente com essa história triste da volta por cima de um menino, e do amor incondicional dele por seu pai.

Cotação para este filme:
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