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Título do Filme: A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos
Título Original: National Treasure: Book of Secrets
País de Origem: EUA
Duração: 120 Minutos
Produtora: Jerry Bruckheimer Films
Distribuidora: Disney
Direção: Jon Turteltaub
Roteiro: Cormac & Marianne Wiberley, Gregory Poirier, Ted Elliott, Terry Rossio, Jim Kouf, Oren Aviv & Charles Segars
Elenco: Nicolas Cage, Jon Voight, Helen Mirren, Diane Kruger, Ed Harris, Harvey Keitel, Justin Bartha.


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francisco carbone »

rosquinhamabel@hotmail.com

» Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 2008

A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos

Foto: Divulgação/Disney

O filme a ser comentado agora vai me fazer assumir algo que eu já sei há muito tempo, mas que resolvi expor agora aos leitores que se acostumaram com minhas resenhas cinematográficas. Bem, lá vai: eu não gosto de blockbusters. A afirmação parece grave vinda de alguém que é defensor ferrenho da liberdade de escolha e das preferências pessoais, mas a verdade é que não consigo conviver bem com os filmes destinados a grandes fortunas arrecadadas nas bilheterias. O anúncio desses projetos sempre me irrita, a antecipação com a qual eles são aguardados sempre me estressa e a massa que se segue a assisti-los (e somente a eles) não tem o meu respeito (aliás, radicalismo de nenhuma parte o tem de mim; nem com blockbuster nem com cinema dito de arte). De toda forma, eu os assisto e chego até gostar de alguns deles (e vários entraram na minha lista de melhores de 2007, que eu espero apresentar a vocês em breve aqui no site); casos como o de O Ultimato Bourne, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Duro de Matar 4.0, isso só citando exemplos do ano passado, só vem corroborar o lema ‘muito barulho por nada’ que coisas como Homem-Aranha, Piratas do Caribe e Transformers (e tantos outros) suscitam em mim. Então, tenho dito: por mais que alguns desses filmes cheguem a ocupar espaço genuíno no meu coração, não é com excitação que saio de casa para assisti-los, pelo menos não com a mesma com a qual vou ver filmes sem efeitos especiais (matéria-prima vital de 100% dos blockbusters), estrelados por seres humanos e cheio de histórias concretas para serem contadas. Defeito meu? Ok, deve ser mesmo. Mas é no momento que assisto coisas como o filme criticado a seguir que refaço minhas convicções.

Sinceramente, tenho pouquíssima coisa a dizer a respeito desse filme, até porque ele se enquadra num caso ainda mais grave do que simplesmente ‘não gostar do gênero’; A Lenda do Tesouro Perdido 2 simplesmente não me disse nada, assim como o primeiro. Foi durante a sessão que me lembrei desses sentimentos em relação ao primeiro, quando comecei a sentir exatamente o mesmo pela nova aventura de Nicolas Cage. Acho que, inclusive, ele deveria dizer também muito pouco a todos os brasileiros, já que são aventuras moldadas por sentimentos, propósitos e mensagens muito americanas, ressaltando seus ‘valores morais ilibados’ e sua ‘conduta repleta de acertos’. No mais, a trama não inova em relação ao primeiro. O que vemos aqui é o caçador de tesouros Ben Gates e seu pai Patrick às voltas com uma mancha no nome da família, quando surge a suspeita de que um antepassado teria feito parte do complô para assassinar o presidente Abraham Lincoln. Em meio a provar que tudo não passa de um grande engano, eles acabam no rastro de um tesouro em forma de cidade, escondida desde os tempos da América pré-descoberta. A eles se juntam os companheiros da aventura anterior (vividos por Diane Kruger e Justin Bartha) e mais o vilão Ed Harris e a recém-oscarizada Helen Mirren, todos provavelmente cheios de contas atrasadas, principalmente Cage, que deve estar agradecendo aos céus pela maior bilheteria de sua carreira (já caminhando para os 200 milhões de dólares), num ano em que ele ‘pagou dois micos seguidos’, com O Vidente e também Motoqueiro Fantasma, que passaram longe do sucesso. Em suma, o filme é movimentadinho, eficiente em sua fotografia, tem um elenco de coadjuvantes de respeito... ou seja, básico. Basicamente esquecível e com nada a acrescentar ao currículo de nenhum cinéfilo. Para que produzir coisas como essa então?

O diretor da empreitada, o igualmente inócuo Jon Turteltaub, tem uma carreira tão indigente que chega a dar pena citar, mas vejamos: 3 Ninjas, Jamaica Abaixo de Zero, Enquanto você Dormia, Fenômeno, Instinto, Duas Vidas. Sentiram o drama? Pois é... quando o maior mérito de alguém é ter dirigido o último filme de John Candy é porque a coisa está grave (e isso em mais de 15 anos de carreira). O incrível é que muitos desses filmes fizeram (injusto) sucesso, e têm muitos fãs, embora ninguém saiba quem ele é, dada a sua absoluta falta de assinatura e/ou talento. Ou seja, ele precisa ainda mais que Nicolas Cage de um A Lenda do Tesouro Perdido 3. E não se preocupe, ele virá. Seja você um fã da empreitada (porque a dinheirama gasta permite que ele seja chamado assim) como tantos, seja você como eu.

(Leia outra crítica sobre este filme)

Cotação para este filme:
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