Os Mensageiros
Foto: Divulgação

O gênero terror esteve em baixa esse ano. Poucos ou quase nenhum foram registrados como sucesso, em grande parte devido à péssima qualidade da maioria dos filmes lançados. Mas sabemos que isso nunca impediu o público americano (e o mundo, em geral) de correr aos cinemas para ver feras, serial-killers, fantasmas e afins. No fim das contas, não houve nenhum grande desempenho nem por parte do público nem da crítica. E, ao que parece, o ano será fechado com o mesmo sucesso que já dura três anos, Jogos Mortais em sua quarta edição. Alguns filmes com sucessos claros tiveram suas exibições nos cinemas canceladas, como O Albergue II, Temos Vagas, O Invisível. Depois de dizer isso tudo só nos resta louvar a esse Os Mensageiros, talvez o único filme de terror a aparecer no topo da bilheteria do fim de semana esse ano. Isso quer dizer que a qualidade caminhou junto por aqui? Não mesmo.
A trama aqui da trajetória de uma família em mudança de Nova York para uma cidadezinha do interior, depois de uma tragédia entre eles (que só aos poucos é revelada, num dos únicos pontos criativos do roteiro). A ordem é ultrapassar a perda tentando se unir, embora os pais pareçam tratar a filha adolescente com uma parcela extra de culpa nos fatos. A fazenda onde vão morar foi também palco de uma tragédia no passado, quando uma família foi chacinada pelo pai, que enlouqueceu. Hoje, já com os novos moradores, a fazenda começa a ser palco de estranhos fenômenos paranormais, que talvez unam a história dessas duas famílias. Só que, para isso, eles terão que realmente se unir contra as lendas e espíritos locais.
Bom, nesse curto resumo eu já ressaltei ao menos uns sete ou oito clichês, típicos no gênero, mais que batidos. Mas, ao longo do filme, acreditem, fica tudo bem pior, quando cada ação e reação dos personagens são situações que já vimos acontecer de todas as formas e em todos os ângulos no cinema. Ao menos, o filme tem o que todo bom filme de terror não pode deixar de ter: bons sustos. A atmosfera criada pro filme (intensamente iluminado durante boa parte, o que já causa um diferencial) é ótima, e acaba valendo a sessão.
Quanto ao elenco, nem tem muito a falar já que o ‘feijão-com-arroz’ predomina. Ao menos Kristen Stewart, Dylan McDermott e Penélope Ann Miller estão sossegados, o pior é ver um ator geralmente ligado à comédias se aventurar por esse terreno, como John Corbett. E acreditem, o resultado não é dos melhores. De qualquer maneira, é de se estranhar que, entre tanta oferta de títulos na categoria esse ano, o público americano foi escolher logo esse pra ser um campeão de bilheteria.
Outro ponto positivo do filme está na questão dele não ser adaptado de nada prévio. Atualmente, vivemos um boom de produções orientais invadindo nossos cinemas; e sabemos que, após elas, vem sempre o remake americano, geralmente de gosto duvidoso. Esse aqui, ao menos, não foi oficialmente baseado em nada, já que, extra-oficialmente, podemos ver, nele, os restos dos roteiros de tanta coisa, de Silêncio dos Inocentes a Matrix. Agora é esperar e ver se ano que vem o gênero melhora, já que esse é um produto absolutamente esquecível.
Cotação para este filme:
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