NÁRNIA 2
Foto: Walt Disney Pictures
O sucesso das séries cinematográficas O Senhor dos Anéis e Harry Potter ocasionou a tentativa de criação de outras de igual sucesso. Entre as várias opções, a Walden Media e o Walt Disney Studios escolheram o clássico literário As crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis, para transformar em filme. Investiram 150 milhões de dólares na superprodução do primeiro: As crônicas de Nárnia: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. O diretor Andrew Adamson, que havia apenas dirigido Shrek (2001) e Shrek 2 (2004), tratou os livros com cuidadosa reverência e seguiu a risca a história contida no livro. O filme foi sucesso de bilheteria, mas não foi muito bem recebido pela crítica. Não sem razão. Os atores mirins são fracos ou, pelo menos, não tiveram uma direção segura, a melhor é justamente a mais nova, até mesmo porque tem um carisma que os outros não têm. A grande força está justamente naquilo que o diretor mais sabe: a animação.
O sucesso de bilheteria levou a esta continuação, As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian. Peter, Edmund, Susan e Lucy estão de volta em uma nova aventura no mundo mágico. Um ano depois dos acontecimentos do primeiro filme, os reis e rainhas de Nárnia vêem-se de volta ao longínquo e maravilhoso reino e descobrem que mais de 1.300 anos narnianos se passaram. Durante sua ausência, a Era de Ouro de Nárnia foi extinta. Nárnia foi conquistada pelos Telmarines e agora está sob o domínio do maligno Rei Miraz, que governa impiedosamente. As quatro crianças logo encontram um novo e intrigante personagem: o herdeiro legítimo do trono de Nárnia, o jovem Príncipe Caspian, que foi forçado a ficar escondido enquanto seu tio, Miraz, planeja matá-lo para dar o trono a seu filho recém-nascido. Com a ajuda de um gentil duende, de um corajoso rato falante chamado Reepicheep, de um texugo chamado Trufflehunter e do Duende Negro, Nikabrik, os narnianos, liderados pelos poderosos cavaleiros Peter e Caspian, embarcam em uma fantástica jornada para encontrar Aslan, retirar Nárnia do domínio tirânico de Miraz e restaurar a magia e a glória da terra.
Logo que começa, você percebe que é um filme diferente, mais sombrio. E essa impressão fica e se comprova; o filme é realmente mais maduro. O problema é que o tal Rei Peter, o Magnífico, não convence de jeito nenhum. O personagem Rei Edmundo ficou mais interessante, mas, no geral, ainda são todos muito rasos. A história, entretanto, é melhor que a do predecessor. Há momentos muito interessantes. A magia está ausente neste Nárnia e isso se faz notar pelo trabalho de fotografia, como quando Lucy tem suas visões. Desconsiderando alguns furos pelo caminho, o filme segue bem até um determinado ponto, a luta entre o Rei Peter e o vilão do filme, o Rei Miraz. Logo após a luta, o filme perde-se. Um personagem, de repente, torna-se um grande vilão quando, durante o tempo todo, era defensor do legítimo rei. Soluções rápidas e fáceis para problemas que eram gigantescos. Parece que não sabiam o que fazer depois do melhor ponto do filme.
Há uma cena em que um amigo meu jura que pensou que um famoso DeLorean voador aparecia. A tal cena é protagonizada pelo Rei Edmund. Atenção a esta cena, ou é uma homenagem ou é uma cópia deslavada.
Os acertos desta película perdem-se junto aos erros que ocorrem no final. É uma pena, pois estava até caminhando bem. Quem sabe no próximo?
Cotação para este filme:
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