HOMEM DE FERRO
Foto: Divulgação/Paramount
Quando ouvi que Jon Favreau dirigiria a adaptação cinematográfica do vingador dourado da Marvel, o invencível Homem de Ferro, fiquei cético. Quem era esse cara? Só sabia que ele havia feito o papel de Foggy Nelson, sócio e melhor amigo de Matt Murdock, alter ego do Demolidor, no filme homônimo, e que havia dirigido o filme Zathura, o que não é uma grande referência. Mas o cara surpreendeu. O filme é uma das melhores adaptações quadrinhísticas que já vi.
Robert Downey, Jr, quando surgiu, foi considerado um dos mais versáteis e talentosos atores de sua geração, o sucesso veio com o filme Abaixo de Zero (Less Than Zero), onde representou um jovem viciado em cocaína. O marco na sua carreira veio com o papel principal no filme Chaplin, no qual interpretou o próprio Charles Chaplin, o que lhe rendeu uma merecida indicação ao Oscar. Seu envolvimento com as drogas o levou a perder seu status de futuro grande astro e o manteve em papéis menores, até agora. Robert Downey, Jr é Tony Stark. Leio HQs da Marvel e da DC há mais de vinte e cinco anos. Se me perguntassem que ator faria Stark no cinema, eu falaria vários, mas não lembraria dele. Hoje, não consigo imaginar outro que não Robert Downey, Jr.
O elenco escolhido já fazia acreditar que o filme seria levado a sério. Robert Downey, Jr como Tony Stark era olhado com desconfiança, mas quem viveu os anos 80 como eu, dava um voto de confiança. Jeff Bridges como Obidiah Stane está muito bem, convence como vilão sem, em momento algum, ser caricato. A bela Gwyneth Paltrow como a assistente Pepper Potts está maravilhosa; aliás, seu nome deu um crédito enorme ao filme. Terrence Howard faz o melhor amigo de Tony, Jim Rhodes, e solta uma das melhores piadas do filme quando olha para a armadura Mark 2 e diz: “quem sabe na próxima.”; quem já leu os quadrinhos sabe que Rhodes já usou a armadura por um tempo e depois teve uma própria atuando com o nome Máquina de Combate (War Machine). Paul Bettany empresta sua voz ao mordomo Jarvis, personagem de carne e osso nos quadrinhos e muito importante para o grupo de heróis Os Vingadores. Ainda podemos mencionar Jon Favreau como Happy Hogan, personagem importante nos quadrinhos, que chegou a casar com Pepper Potts, mas que nesse filme não teve destaque. Digo, com certeza, elenco afinadíssimo.
O roteiro é ótimo e não deixa furos. Contou a origem do herói impecavelmente e ainda trouxe uma trama muito interessante em seqüencia, equilibrando drama, humor, aventura em doses bem medidas. Os efeitos especiais são de fazer cair o queixo. As cenas de vôo são das melhores que já vi. A cena em que a repórter acorda e os computadores começam a funcionar na janela é primorosa. A luta final nas ruas é de deixar qualquer fã extasiado.
Fiquei sabendo que há uma cena no final dos créditos muito importante que eu dei mole e não vi. Portanto, fica o aviso, não saiam da sala de projeção antes dos créditos acabarem. Pelo que soube, a cena indica qual o rumo que as filmes da Marvel tomarão. Não vi, então posso especular, creio que tem algo a ver com um certo grupo de heróis que tem um mordomo chamado Jarvis.
Cotação para este filme:
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