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Título: A Volta do Todo Poderoso
Título Original: Evan Almighty
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia
Classificação: 12 anos
Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento: 2007
Site Oficial: http://www.evanalmighty.com
Site Nacional: http://www.avoltadotodopoderoso.com.br
Estúdio: Paramount
Distribuição: Paramount Pictures
Direção: Tom Shadyac
Roteiro: Robert Florsheim, Steve Oedekerk, Josh Stolberg
Produção: Gary Barber, Roger Birnbaum, Michael Bostick, Neal H. Moritz, Tom Shadyac
Elenco: Steve Carell, Morgan Freeman, Lauren Graham, Johnny Simmons, Graham Phillips, Jimmy Bennett, John Goodman, Wanda Sykes, John Michael Higgins, Jonah Hill, Molly Shannon, Harve Presnell
Estréia no Brasil: 03/08/2007

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» RIO DE JANEIRO, 3 DE AGOSTO DE 2007

Passatempo familiar

Fotos: Paramount Pictures

Em 2003, Jim Carrey protagonizou o filme Todo Poderoso, interpretando o personagem Bruce Nolan. Em dado momento, ele atormenta o âncora do tele-jornal em que trabalhava, travando-lhe a língua. É a este personagem, Evan Baxter, que Steve Carell retorna em A Volta do Todo Poderoso, filme que estréia em nossos cinemas no dia 03 de agosto de 2007.

Carell passou anos fazendo papéis menores, o sucesso veio com O Virgem de 40 Anos e com a tele-série The Office. Evan Almighty, no original, é o segundo longa que o ator protagoniza. Nele, recém-eleito congressista, Evan deixa a cidade de Buffalo para trás para se estabelecer com a família no subúrbio de Huntsville, na Virginia, onde iniciarão um novo capítulo de suas vidas numa enorme casa localizada entre as antigas colinas do norte daquele estado. Quando se prepara para seu primeiro dia de trabalho no Congresso, pede a Deus que o ajude a “mudar o mundo”. A partir daí, coisas estranhas começam a acontecer, como entregas misteriosas de ferramentas antigas e grandes pacotes de madeira, bem como perseguições curiosas de diversas aves. Evan está certo que está sofrendo algum tipo de estresse. O caos total se instala após a visita de um estranho que diz ser Deus e que veio para lhe dar uma ordem “simples”: construir uma arca para salvar sua família, seus amigos e um casal de cada animal de uma inundação iminente.

Com a ajuda de seus filhos e armado com a primeira edição do manual “Como construir uma arca”, Evan começa a montar sua embarcação sem imaginar o que está por vir. Para sua surpresa, animais de todos os tipos começam a aparecer. Não bastasse, o vaidoso e asseado Evan começa a se transformar num verdadeiro Noé, com barba e cabelos longos e uma manta comprida e larga. Apesar de estar prestes a perder tudo o que considera precioso, ele continua a construir aquilo que servirá para salvá-lo da inundação que destruirá a Terra – ou para provar de vez sua insanidade.

A continuação segue uma linha diferente do original. No primeiro, o personagem de Jim Carrey, por conta de suas reclamações sobre o trabalho de Deus, torna-se o Todo Poderoso para que Ele possa gozar merecidas férias. Explora-se, então, o que um homem faria com os poderes divinos do Criador. Na seqüência, o personagem de Steve Carrel recebe uma missão que já foi confiada a outra pessoa em outro tempo. Ele não recebe poderes, apenas obrigações. É uma história diferente da outra e, por isso, esboça um filme diverso e interessante. Quando se fala em continuações, já ficamos um pouco preocupados, pois quase sempre decepcionam. Quando se fala em continuações de comédias, nem se fala. Entretanto, A Volta do Todo Poderoso, que estreou em primeiro lugar nas bilheterias americanas, é uma continuação boa. Isto porque não copia o primeiro, mas, sim, cria algo novo. Entretanto, o filme escorrega em algumas besteiras como marteladas em dedos, tombos bobos e cagadas de pombo.

Ouvi muita gente reclamar porque Jim Carrey não participaria da seqüência e até entendo as razões delas, mas Steve Carrel não está fazendo sucesso à toa. Ele é um comediante muito bom e faz rir com uma simplicidade que impressiona. Pena que, em alguns momentos, neste filme, apele-se para a comédia pastelão. Estou ansioso para o ver no papel de Maxwell Smart, o agente 86, personagem que Don Adams imortalizou na telinha de 1965 a 1970, e que tem estréia prevista para 20 de junho de 2008.

O ótimo e versátil Morgan Freeman está à vontade no papel de Deus. Claro que é um papel para se divertir e ganhar dinheiro, nada mais. Ainda assim, é sempre bom vê-lo em ação. O resto do elenco não impressiona nem decepciona. Nem mesmo John Goodman, que faz o papel do antagonista.

É filme para assistir, na matinê, com a família, de preferência com filhos pequenos que, provavelmente, aproveitarão até mesmos as piadas bobas de tombos, marteladas e cacas de pombo. É divertido e despretensioso. Um bom passatempo familiar.

Cotação para este filme:
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