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Nome: Conceição – Autor Bom É Autor Morto
Nome original: Conceição – Autor Bom É Autor Morto
Direção: André Sampaio, Cynthia Sims, Daniel Caetano, Guilherme Sarmiento, Samantha Ribeiro
Roteiro: Daniel Caetano e Guilherme Sarmiento
Produção Executiva: Daniel Caetano
Direção de Produção: Julia Moraes
Fotografia: Marcio Menezes
Elenco: Augusto Madeira, Jards Macalé, Isabel Tornaghi, Joana Medeiros, Vera Barreto Leite, Rose Abdalah, Thelmo Fernandes, Rodrigo Penna, Djin Sganzerla
Cor filmagem: Colorida
Origem: Brasil
Ano produção: 2007
Gênero: Comédia - Drama
Duração: 78 min

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titorj@gmail.com

» RIO DE JANEIRO, 30 DE JULHO DE 2007

Surreal

Fotos: Divulgação

Conceição – Autor bom é autor morto, primeiro longa da Universidade Federal Fluminense, dirigido por André Sampaio, Cynthia Sims, Daniel Caetano, Guilherme Sarmiento e Samantha Ribeiro, é, segundo os seus criadores, um filme sobre o que as pessoas querem ver no cinema. É, também, uma experiência surreal. Num primeiro momento, você fica meio pasmado, sem entender muito, embasbacado com o que vê e não entende. Mas, quando começa a analisar, vê que a brincadeira é séria. Que podemos ser sérios guardando o bom humor.

O fio condutor da história é uma conversa de botequim entre autores de cinema, regada a muita cerveja, cigarro e maconha, na qual idéias mal pensadas e desconexas vão pipocando aqui e ali. Destas idéias, vemos personagens, que não sabem o que são ou o porquê são, surgirem ou, se preferirem, nascerem. Caso do eterno Fugitivo (Augusto Madeira), perseguido por um implacável Caçador (Jards Macalé), que sabe apenas que foi criado para fugir, mas não sabe coisa alguma além disso, nada sobre sua vida, se é casado, se tem filhos, se estudou, em que trabalha, ou mesmo o porquê de fugir, além, é claro, do caçador e seu facão. Cansado de ser um personagem raso, lidera uma revolta dos personagens contra seus irresponsáveis criadores.

É uma narrativa fragmentada, com uma miscelânea que brinca o tempo todo com o cinema. O filme é comédia, é música, é documentário, é trash, é crítica social, é autocrítica, é paródia, é drama, é projeto, é experimentação, um verdadeiro balaio de gatos. Um filme que veste a idéia de brincadeira, mas que, ainda assim, quer dizer muito. E diz. Fala de simplicidade, como nos depoimentos que recolhe de pessoas as mais diversas, que querem ver filmes diferentes do que vemos normalmente. Nada de beleza da favela, ou do culto à pobreza. Mais simplicidade, mais poesia.

O baile final, o confronto entre criadores e criaturas, é tão inusitado que não acreditamos no que vemos. O filme vale por mostrar que se pode fazer cinema independentemente das dificuldades. Nem que leve dez anos. Vale pela experiência e por nos fazer pensar.

Cotação para este filme:
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