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Ficha Técnica
Título Original: Ratatouille
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Site Oficial: www.disney.com.br/ratatouille
Estúdio: Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios
Distribuição: The Walt Disney Company / Buena Vista International
Direção: Brad Bird
Roteiro: Brad Bird, baseado em estória de Brad Bird, Jim Capobianco e Jan Pinkawa
Produção: Brad Lewis
Música: Michael Giacchino
Fotografia: Sharon Calahan
Edição: Darren T. Holmes
Elenco (Vozes):
Patton Oswalt (Remy)
Ian Holm (Skinner)
Lou Romano (Linguini)
Brian Dennehy (Django)
Peter Sohn (Emile)
Peter O'Toole (Anton Ego)
Brad Garrett (Auguste Gusteau)
Janeane Garofalo (Colette)
Will Arnett (Horst)
Julius Callahan (Lalo / François)
James Remar (Larousse)
John Ratzenberger (Mustafa)
Tony Fucile (Pompidou / Inspetor de saúde)

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» RIO DE JANEIRO, 10 DE JUNHO DE 2007

Ratos na Cozinha

Fotos: Divulgação Disney/Pixar

RATATOUILLE (ra-ta-tui), dirigido por Brad Bird, produzido por Brad Lewis e com produção executiva de John Lasseter e Andrew Stanton, é a nova animação da Disney-Pixar que chega aos nossos cinemas no dia 06 de julho de 2007. Segundo seu diretor, é “100% animação genuína!”. Não há o que discutir, uma vez que “Nenhuma captura de movimentos ou outros artifícios de atuação foram usados na produção desse filme.”. Ratatouille estreou nos Estados Unidos em primeiro lugar, batendo o novo filme de Bruce Willis, Duro de Matar 4. Ainda assim, sua bilheteria inicial foi abaixo do esperado, ficando na casa dos 47 milhões de dólares americanos. A própria Disney mostrava-se cautelosa em relação à arrecadação deste filme, talvez por conta do tema: um rato que cozinha.

O protagonista do filme é um rato chamado Remy, cujo sonho impossível é se tornar um grande chef de um restaurante francês de cinco estrelas. Ele não se permite desanimar, nem pelo óbvio problema de querer entrar na profissão com a maior aversão a roedores no mundo, nem pela insistência de sua família para que se satisfaça com a sua tradicional alimentação à base de lixo. Suas fantasias são recheadas de flambés e sautés. Mas, quando as circunstâncias fazem que Remy, literalmente, caia dentro do restaurante parisiense, chamado Gusteau’s, de seu herói culinário, Auguste Gusteau, cujo mantra, “qualquer um pode cozinhar”, sempre serviu de inspiração a ele, Remy logo descobre que ser flagrado na cozinha pode ser assustadoramente perigoso para aqueles que têm bigodes e um rabo. Quando os sonhos de Remy parecem estar prestes a virar fumaça, ele encontra justamente o que mais precisa, um amigo que acredita nele: o tímido e desprezado jovem rapaz recém-contratado para tirar o lixo do restaurante, chamado Linguini.  Agora, sem nada a perder, os dois formam uma parceria absurdamente improvável, com o corpo desajeitado de Linguini sendo comandado pela criatividade e inteligência de Remy. Com muita imaginação, a dupla acaba se tornando o maior chef de Paris.

O personagem principal apaixona. Sua capacidade olfativa, sua paixão por boa comida, seus sonhos e sua luta por eles, fazem de Remy um daqueles personagens amados, jamais esquecidos. O abobado, atrapalhado e inseguro Linguini é tudo aquilo que não era para ser, mas não posso falar muito para não estragar surpresas. A mocinha do filme, Colette, musa do menino do lixo, é durona e segura de si, única mulher numa cozinha de homens. Lutou muito para chegar ali e não deixa nada barato para ninguém. Bom, uma paixão talvez mude isso. O vilão do filme, Skinner, é um legítimo representante daqueles vilões inesquecíveis dos clássicos da Disney. Mau que nem pica-pau, mas hilário em todas as suas trapalhadas. Aliás, grande parte das gargalhadas do filme deve-se a ele. O outro vilão, Anton Ego, assusta só de olhar. O nome já diz tudo, um ego inflado e cheio de si. Dele é um discurso que é uma alfinetada nos críticos, não só os gastronômicos. Já o ídolo de Remy, Auguste Gusteau, é o ponto fraco da história. A todo momento, ele fala que é apenas fruto da imaginação do pequeno herói, mas suas dicas e intuições fazem dele um algo mais, um fantasma não assumido, que se torna uma alucinação quando é conveniente.
 

Na verdade, o filme tem alguns pontos fracos. A amizade dos dois, Remy e Linguini, na primeira prova de fogo, rui. Está certo que a falta de Remy foi grande, mas não foi maior do que a do próprio Linguini. O castigo, então, foi pífio. A atitude de Linguini prejudicou mais a ele mesmo do que ao castigado. A já mencionada alternância entre fantasma e imaginação do volumoso chef Gusteau incomoda. O filme possui cenas hilárias, mas em muitos momentos perde o fôlego. Muitas destas piadas não são nem para crianças entenderem, pois exigem um grau maior de discernimento.

O grande atrativo de Ratatouille é a animação em si. Não é segredo para ninguém a capacidade técnica e a genialidade da equipe da Pixar, mas eles conseguem superar-se a cada novo filme. Isso sem falar no trabalho de pesquisa que fizeram: foram centenas de pratos pesquisados, milhares de fotos de Paris tiradas e até estágio em uma cozinha de verdade para entender seu funcionamento, fizeram.

A versão dublada em português traz Thiago Fragoso fazendo a voz de Linguini e Samara Fellipo fazendo a voz de Colette. Segundo eles, é um sonho que se realiza. Nunca fizeram uma dublagem da Disney e adoraram o convite que receberam.

Ratatouille é isso. Uma história sobre sonhos que podem ser realizados. Uma fábula que traz um herói incomum, com um sonho quase impossível, que forja e consolida uma amizade improvável e que, com talento, perseverança e muitas confusões, consegue tornar realidade aquilo que seria onírico. Ratatouille diverte, comove e faz rir. Creio que o sisudo Anton Ego diria que é um filme para se degustar com um bom vinho.

Cotação para este filme:
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