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Crítica: RATATUIA
» Rio de Janeiro, 10.06.07 |

Ratos na Cozinha

Fotos: Divulgação Disney/Pixar

RATATOUILLE (ra-ta-tui), dirigido por Brad Bird, produzido por Brad Lewis e com produção executiva de John Lasseter e Andrew Stanton, é a nova animação da Disney-Pixar que chega aos nossos cinemas no dia 06 de julho de 2007. Segundo seu diretor, é “100% animação genuína!”. Não há o que discutir, uma vez que “Nenhuma captura de movimentos ou outros artifícios de atuação foram usados na produção desse filme.”. Ratatouille estreou nos Estados Unidos em primeiro lugar, batendo o novo filme de Bruce Willis, Duro de Matar 4. Ainda assim, sua bilheteria inicial foi abaixo do esperado, ficando na casa dos 47 milhões de dólares americanos. A própria Disney mostrava-se cautelosa em relação à arrecadação deste filme, talvez por conta do tema: um rato que cozinha.

O protagonista do filme é um rato chamado Remy, cujo sonho impossível é se tornar um grande chef de um restaurante francês de cinco estrelas. Ele não se permite desanimar, nem pelo óbvio problema de querer entrar na profissão com a maior aversão a roedores no mundo, nem pela insistência de sua família para que se satisfaça com a sua tradicional alimentação à base de lixo. Suas fantasias são recheadas de flambés e sautés. Mas, quando as circunstâncias fazem que Remy, literalmente, caia dentro do restaurante parisiense, chamado Gusteau’s, de seu herói culinário, Auguste Gusteau, cujo mantra, “qualquer um pode cozinhar”, sempre serviu de inspiração a ele, Remy logo descobre que ser flagrado na cozinha pode ser assustadoramente perigoso para aqueles que têm bigodes e um rabo. Quando os sonhos de Remy parecem estar prestes a virar fumaça, ele encontra justamente o que mais precisa, um amigo que acredita nele: o tímido e desprezado jovem rapaz recém-contratado para tirar o lixo do restaurante, chamado Linguini.  Agora, sem nada a perder, os dois formam uma parceria absurdamente improvável, com o corpo desajeitado de Linguini sendo comandado pela criatividade e inteligência de Remy. Com muita imaginação, a dupla acaba se tornando o maior chef de Paris.

O personagem principal apaixona. Sua capacidade olfativa, sua paixão por boa comida, seus sonhos e sua luta por eles, fazem de Remy um daqueles personagens amados, jamais esquecidos. O abobado, atrapalhado e inseguro Linguini é tudo aquilo que não era para ser, mas não posso falar muito para não estragar surpresas. A mocinha do filme, Colette, musa do menino do lixo, é durona e segura de si, única mulher numa cozinha de homens. Lutou muito para chegar ali e não deixa nada barato para ninguém. Bom, uma paixão talvez mude isso. O vilão do filme, Skinner, é um legítimo representante daqueles vilões inesquecíveis dos clássicos da Disney. Mau que nem pica-pau, mas hilário em todas as suas trapalhadas. Aliás, grande parte das gargalhadas do filme deve-se a ele. O outro vilão, Anton Ego, assusta só de olhar. O nome já diz tudo, um ego inflado e cheio de si. Dele é um discurso que é uma alfinetada nos críticos, não só os gastronômicos. Já o ídolo de Remy, Auguste Gusteau, é o ponto fraco da história. A todo momento, ele fala que é apenas fruto da imaginação do pequeno herói, mas suas dicas e intuições fazem dele um algo mais, um fantasma não assumido, que se torna uma alucinação quando é conveniente.
 

Na verdade, o filme tem alguns pontos fracos. A amizade dos dois, Remy e Linguini, na primeira prova de fogo, rui. Está certo que a falta de Remy foi grande, mas não foi maior do que a do próprio Linguini. O castigo, então, foi pífio. A atitude de Linguini prejudicou mais a ele mesmo do que ao castigado. A já mencionada alternância entre fantasma e imaginação do volumoso chef Gusteau incomoda. O filme possui cenas hilárias, mas em muitos momentos perde o fôlego. Muitas destas piadas não são nem para crianças entenderem, pois exigem um grau maior de discernimento.

O grande atrativo de Ratatouille é a animação em si. Não é segredo para ninguém a capacidade técnica e a genialidade da equipe da Pixar, mas eles conseguem superar-se a cada novo filme. Isso sem falar no trabalho de pesquisa que fizeram: foram centenas de pratos pesquisados, milhares de fotos de Paris tiradas e até estágio em uma cozinha de verdade para entender seu funcionamento, fizeram.

A versão dublada em português traz Thiago Fragoso fazendo a voz de Linguini e Samara Fellipo fazendo a voz de Colette. Segundo eles, é um sonho que se realiza. Nunca fizeram uma dublagem da Disney e adoraram o convite que receberam.

Ratatouille é isso. Uma história sobre sonhos que podem ser realizados. Uma fábula que traz um herói incomum, com um sonho quase impossível, que forja e consolida uma amizade improvável e que, com talento, perseverança e muitas confusões, consegue tornar realidade aquilo que seria onírico. Ratatouille diverte, comove e faz rir. Creio que o sisudo Anton Ego diria que é um filme para se degustar com um bom vinho.
Ficha Técnica:
  • ................................................................................................................................ Cotação para este Filme:

Título Original: Ratatouille
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Site Oficial: www.disney.com.br/ratatouille
Estúdio: Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios
Distribuição: The Walt Disney Company / Buena Vista International
Direção: Brad Bird
Roteiro: Brad Bird, baseado em estória de Brad Bird, Jim Capobianco e Jan Pinkawa
Produção: Brad Lewis
Música: Michael Giacchino
Fotografia: Sharon Calahan; Edição: Darren T. Holmes
Elenco (Vozes); Patton Oswalt (Remy); Ian Holm (Skinner); Lou Romano (Linguini); Brian Dennehy (Django); Peter Sohn (Emile); Peter O'Toole (Anton Ego); Brad Garrett (Auguste Gusteau);Janeane Garofalo (Colette);Will Arnett (Horst); Julius Callahan (Lalo / François); James Remar (Larousse); John Ratzenberger (Mustafa); Tony Fucile (Pompidou / Inspetor de saúde)

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