» FICHA TÉCNICA |

Título Original: Planet Terror
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Estúdio: Dimension Films / Rodriguez International Pictures / Troublemaker Studios
Distribuição: Europa Filmes
Direção: Robert Rodriguez
Roteiro: Robert Rodriguez
Produção: Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez, Quentin Tarantino e Erica Steinberg
Música: Graeme Revell e Carl Thiel
Fotografia: Robert Rodriguez
Desenho de Produção: Steve Joyner
Edição: Ethan Maniquis e Robert Rodriguez
Elenco: Freddy Rodríguez (El Wray); Rose McGowan (Cherry Darling); Marley Shelton (Dra. Dakota Block); Josh Brolin (Dr. William Block); Michael Biehn (Xerife Hague); Naveen Andrews (Abby); Michael Parks (Earl McGraw); Jerili Romeo (Ramona McGraw); Tom Savini (Deputado Tolo); Rebel Rodriguez (Tony Block); Carlos Gallardo (Deputado Carlos); Stacy Ferguson (Tammy); Felix Sabates (Dr. Felix); Hung Nguyen (Dr. Crane); Julio Oscar Mechoso (Romey); Jeff Fahey (J.T. Hague); Bruce Willis (Tenente Muldoon); James Parks (Edgar McCraw); Robert Rodriguez, Quentin Tarantino.
Site Oficial: www.planetaterror.com.br



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DANIELE COSTA »

daniele.cl@hotmail.com

» RIO DE JANEIRO, 7 DE NOVEMBRO DE 2007

PLANETA TERROR

Conhecidos admiradores dos filmes trash que assolavam as salas de cinema nas décadas de 70 e 80, Robert Rodriguez e Quentin Tarantino decidiram iniciar um projeto inspirado naquelas clássicas sessões duplas regadas a sexo, tosquice, e sangue. Muito sangue.

O clima era o de uma inusitada brincadeira e de uma honrosa homenagem. Tarantino fez um filme cheio de referências ao estilo, mas muito bem acabado e dotado de seu conhecido virtuosismo. Rodriguez levou a coisa a sério. Incorporou o espírito do projeto e quase nos fez esquecer que o que víamos era produto do trabalho de um competente diretor. Mérito pra ele, afinal, cumpriu com louvor seu intento fazendo um filme incrivelmente tosco, sensual, nojento e divertido.

A premissa e o desenrolar da trama não poderiam ser mais absurdas: um bando de vilões altamente canastrões tem em mãos uma poderosa arma química (e esperem até ver a mando de quem ela foi desenvolvida) e, quando uma negociação dá errado, o gás tóxico é liberado, transformando em zumbis todos que entram em contato com ele.


A esperança de cura reside nos corpos dos personagens mais estranhos possíveis. Todos com arquétipos bem claros e facilmente classificáveis: o mais interessante é a já famosa Cherry Darling. Uma voluptuosa go go dancer que sonha em ser “algo mais” na vida. O que, a princípio, parece se encaminhar para um chato clichê, surpreende ao destruir o sonho da moça quando sua perna é amputada e em seu lugar é posto uma ENORME arma (daquelas que fazem os estadunidenses babarem).

E tem mais: o cientista excêntrico, vivido por Naveen Andrews, o Sayid da série Lost, o misterioso e competente El Wray que “não erra nunca”, o dedicado cozinheiro de uma churrascaria medonha e seu irmão, o bom policial, encarnado pelo sumido Michael Biehn, de Exterminador do Futuro, putas mexicanas barulhentas, um médico corno e psicopata e sua mulher adúltera e lésbica e ainda Tarantino e Bruce Willis em participações curtas, porém marcantes, devido a seu teor esdrúxulo e cômico. Ufa!

Esse é um dos principais destaques da realização. O filme foge totalmente dos padrões ao colocar essa série de personagens incomuns e os mostrar em cenas polêmicas (como uma que envolve a esposa lésbica e seu filho em um carro) com coragem e originalidade. E os atores colaboram prontamente, oferecendo performances totalmente dentro do contexto do filme, divertindo-se junto com o espectador.

Toda a parte estética do filme é propositalmente alterada a fim de que o longa pareça mal feito e desgastado. Cortes abruptos acontecem durante a projeção e uma parte do filme (um clímax no sentido mais literal possível) é perdida. Uma brincadeira hilária que implica numa mensagem da gerência do cinema pedindo desculpas pelo imprevisto. Porém, o sistema digital de som está lá para os ouvidos mais exigentes. Nada de interferência sonoras, o som é límpido e perfeito.
Rodriguez mais uma vez acerta a mão com cenas de tiroteio que lembram muito as de jogos do gênero terror e também quando cria manobras inventivas com acessórios dos mais variados que incluem helicópteros, injeções e, é claro, armas. Aliada a esses sucessos, está a empolgante trilha sonora, que vem apimentada com um clima latino típico dos filmes do diretor. Enquanto sua parte irmã não estréia do Brasil, Planeta Terror mantém-se como um dos melhores representantes do cinema trash do ano, talvez da década.

Cotação para este filme:
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