A Lenda do Tesouro Perdido: O Livro dos Segredos
Foto: Divulgação/Disney
Antes de qualquer coisa, é preciso falar que eu assisti e gostei do primeiro A lenda do Tesouro Perdido (2004). Não é um filme que vá mudar a vida de ninguém, longe disso, mas é puro entretenimento, diversão escapista e só!
Se você não assistiu ao primeiro filme, corra até a locadora para se ambientar com os personagens, pois eles retornam em peso nessa continuação.
Contrariando as regras de que seqüências costumam ser piores que o filme original, A lenda do Tesouro Perdido – Livro dos Segredos consegue ser bem melhor que o Primeiro filme.
Nicolas Cage (Despedida em Las Vegas) retorna ao papel de Ben Gates, e dessa vez tem que “limpar” o nome da sua família, já que seu bisavô é acusado de conspirar a morte de Abraham Lincoln, presidente dos EUA, devido ao aparecimento de uma página do diário de John Wilkes Booth, o assassino do mesmo.
Mas, para isso, Ben Gates, mais uma vez, conta com a ajuda de seu parceiro Riley Poole (Justin Bartha); de seu pai Patrick Gates (Jon Voight – de Missão Impossível); de sua ex-esposa (sim Ben não sobreviveu ao casamento) Abgail Chase (Diane Kruger – de Tróia) e de sua mãe Emily Appleton (Helen Mirren – de A Rainha).
Enquanto tenta de todas as maneiras “limpar” o nome da família, ele descobre que há um grande tesouro escondido por trás dessa trama toda que envolve o Bisneto do verdadeiro assassino de Abraham Lincoln, Mitch Wilkinson (Ed Harris).
A Lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos foi um verdadeiro sucesso nas bilheterias norte-americanas, arrecadando mais de 60 Milhões só no primeiro final de semana, mantendo-se no topo da lista por mais de três semanas seguidas.
Muito desse sucesso deve-se a Jon Turteltaub (Enquanto Você Dormia), diretor do filme original, que além de manter o mesmo elenco (Nicolas Cage, Diane Kruger, Jon Voight, Justin Bartha, Harvey Keitel), introduziu novas personagens (Helen Mirren, Bruce Greenwood, Ed Harris) e assim pôde manter o mesmo espírito aventureiro do primeiro longa. Inclusive, a meu ver, essa é a grande sacada do filme, todos os antigos personagens repetem-se, com destaque para Justin Bartha (é dele todo o alívio cômico do filme).
É claro que, em se tratando de uma diversão escapista, o filme tem seqüências surreais estilo Indiana Jones (sem o mesmo charme, que fique claro), mas não dizem que Cinema é a maior diversão? Pois então? Enquanto Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal não aporta por aqui, desligue o seu cérebro e vá assistir A lenda do tesouro Perdido – Livro dos Segredos no cinema! Nem que seja para conferir, apesar do sucesso do filme, como Nicolas Cage precisa urgentemente de um diretor que lhe resgate a auto-estima em atuar!
(Leia outra crítica sobre este filme)
Cotação para este filme:
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