Licença para Casar
Foto: Divulgação
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Felizes em seu relacionamento, os jovens Ben Murphy (John Krasinski) e Sadie Jones (Mandy Moore) decidem dar um passo adiante e marcam a data do casamento. De família tradicional, a noiva quer que a cerimônia aconteça na mesma igreja em que seus pais se casaram, comandada pelo obsessivo Reverendo Frank (Robin Williams). Tudo parecia bem entre eles, até que o religioso coloca uma condição, eles só terão a Licença Para Casar em sua igreja se passarem por seu rigoroso curso de preparação de noivos.
A idéia do filme Licença Para Casar partiu de uma amiga da co-roteirista Kim Barker. Ela estava prestes a se casar e também teve que passar por um curso semelhante, mas não tão rigoroso quanto o de Frank, que Kim, para tornar o personagem mais engraçado, resolveu dar ao personagem um ar de maníaco-compulsivo.
Essa é a sinopse e a origem de Licença para casar, que deveria se chamar Licença para se envergonhar, tamanho é o absurdo.
Eu normalmente gosto de filmes do Gênero, mas Licença para casar ultrapassa todos os limites de bom senso e boa vontade. É verdade! Lamentável, mas verdadeiro!
Lamentável ver Robin Williams (de Gênio Indomável) esforçar-se e não conseguir ser engraçado nunca. É constrangedor ver um ator daquele calibre não conseguir uma risada vigorosa sequer, apenas risos amarelos, o seu Reverendo Frank deveria ser a verdadeira atração do filme, com seus mandos e desmandos, a platéia deveria rolar de rir (acredite, você até terá vontade, mas também terá vergonha!)
Lamentável também é ver Mandy Moore (linda!) mais uma vez tentando ser uma atriz com sua eterna cara de Vejam! Agora eu estou triste! ou então Vejam! Agora eu estou alegre!, ela terá que se decidir em breve o que ela quer ser quando crescer, uma atriz ou uma cantora? Ou ainda uma dona de casa? Eu marco a última opção.
Chega a ser impressionante também a falta de química entre o casal principal, John Krasinski poderia ter o papel da sua vida (menos Paulo, menos) se aproveitasse melhor as oportunidades, mas preferiu (só para piorar o filme) ficar no piloto automático!
E após isso tudo que foi dito, cabe-nos culpar quem? Robin Williams? Mandy Moore? John Krasinski? Não. Que tal culparmos Ken Kwapis, o diretor? Esse, sim, o verdadeiro culpado dessa vergonha, falta-lhe pulso, falta-lhe experiência, falta-lhe vergonha na cara, isso sim! Mas também, ele dirigiu Um conto Quase de Fadas (com Fran Dresher, a Nanny), o que se poderia esperar?
Lamentável mesmo é você pagar tanto para ver tão pouco!
Robin Williams continua nos devendo...
Cotação para este filme:
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