O Pequeno Italiano
Foto: Divulgação
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Vanya é um órfão com 6 anos de idade que mora em um orfanato em algum lugar da Rússia.
Assim nos é apresentado o cotidiano do orfanato onde Vanya convive com outras crianças e adolescentes, todos à espera de uma família que os acolha. Enquanto essa família não surge, eles são entregues à própria sorte e são obrigados a se virar fazendo todo o tipo de trabalho.
M
as eis que um dia surge um casal de italianos interessados em adotar Vanya (isso dá o nome ao filme) e o que seria motivo de alegria para o pobre órfão, torna-se dúvida, pois, nessa mesma ocasião, surge a mãe de outro menino que já fora adotado e Vanya vê o arrependimento real na face da pobre mulher, o que lhe desperta a vontade de conhecer sua verdadeira mãe, bem como o medo de que um dia ela também apareça querendo resgatá-lo do orfanato.
O garoto, então, percebendo o que seria sua única e talvez última chance de reencontrar sua verdadeira mãe, resolve ir em busca da mulher que o gerou, só que, para isso, ele passará por todo tipo de dificuldades, incluindo a ganância e o oportunismo dos donos do orfanato.
Assim é a história de O pequeno Italiano, drama russo que facilmente nos leva às lágrimas, afinal de contas, quem não se emocionará com um garotinho órfão que tem que enfrentar a vida como gente grande? Passando por todo tipo de privações?
Mas O Pequeno Italiano não se resume somente a isso. Sem se aprofundar (o que é uma pena!), o filme ainda mostra o drama dos outros internos, o que dá a chance de se discutir, entre outros assuntos, a prostituição juvenil, assim como a tirania dos donos do orfanato dá margem a discussão sobre o comércio de crianças.
O Pequeno Italiano é uma produção de 2005 e tem a direção segura do quase estreante (é seu segundo filme na direção) Andrei Kravchuk. Com uma bela fotografia, e uma interpretação tocante de Kolya Spiridonov, como Vanya.
Se você não chorar com o drama de Vanya, não se preocupe, chorará com a trilha sonora, feita sob medida pra você sofrer.
Como já disse Arnaldo Jabor, na ocasião da entrega de Oscar de filme estrangeiro alguns anos atrás: “filmes com garotinhos foram feitos para ganhar o Oscar, mas são muito chatos!”.
O filme foi eleito um dos 30 melhores filmes de 2007 até o momento pelo Rotten Tomatoes e não há nenhum exagero nisso, todavia, no final, você tem a incômoda sensação de que ficou faltando alguma coisa.
Cotação para este filme:
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