PRIMO BASÍLIO
Foto: Divulgação
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Confesso que fui assistir a Primo Basílio (estréia nos cinemas no dia 10 de agosto de 2007) com certa má vontade, afinal, a lembrança da adaptação do livro de Eça de Queirós para a televisão, em formato de mini-série, ainda ocupava a minha mente, julgando desnecessária a transposição para a tela grande do Cinema. (leia crítica de Fabrício Mohaupt)
Mas eu estava enganado, o drama de Luíza, uma jovem dondoca que trai seu marido, Jorge, com seu primo, Basílio, para ser descoberta e chantageada pela empregada, Juliana, flui bem na tela grande.
É claro que está longe de ser uma obra prima do cinema nacional, mas o filme, dirigido por Daniel Filho, será, com certeza, mais lembrado pelas cenas de sexo entre as personagens de Débora Falabela e Fábio Assunção, assim como pela nudez frontal da primeira, do que pelo próprio filme em si.
Também não poderíamos esperar muito de um filme que conta com uma vilã que ninguém consegue ter raiva, arrisco até a dizer que você torcerá mais pela vilã Juliana (do que pela própria protagonista da história.
O filme é ambientado em São Paulo, nos idos de 1950, e, como me disse um amigo, o cenário mais parece ter saído das sobras da mini-série JK da Rede Globo de televisão.
A história? Luíza (Débora Falabella) é casada com Jorge (Reynaldo Gianecchini), um promissor engenheiro que é convidado a trabalhar na construção de Brasília.
Luíza ama o marido, mas, cansada da vida rotineira que tem com ele e na ausência dele, é tentada a traí-lo com seu primo Basílio, um bon-vivant, amor de sua juventude, que ela reencontra no teatro.
A empregada Juliana, uma mulher humilde, feia, desgrenhada e amarga, descobre a traição e começa a chantagear Luíza para poder garantir a sua tão sonhada aposentadoria.
E é justamente nesse ponto que começa o drama de Luíza, no início, Juliana quer dinheiro, Luíza diz não ter, e, enquanto o dinheiro não vem...
De um modo geral, é impossível não se apaixonar pela história, e, por isso mesmo, apesar das falhas, eu recomendo que vejam o filme, pois, na pior das hipóteses, vocês serão testemunhas de uma das piores cenas de morte já vistas no cinema.
Quanto às interpretações, Débora Falabella e Fábio Assunção, apesar de algum excesso, conseguem convencer em seus papéis.
Reynaldo Gianecchini, além de Canastrão, deve estar tentando até agora encontrar o sotaque ideal para sua personagem.
Simone Spoladore, como a amiga de Luiza viciada em sopinhas no Largo de São Francisco, é o alívio cômico do filme.
O filme conta ainda com as participações de Guilherme fontes, Zezeh Barbosa, Gracindo Júnior, Anselmo Vasconcelos e Laura Cardoso.
E é claro, Glória Pires.
Glória Pires? Ahn...que saudades de Marília Pera...
Cotação para este filme:
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