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Título:  Um Amor de Tesouro
Título Original: Fool's Gold
País de Origem: EUA
Ano: 2008
Gênero:  Ação / Aventura / Comédia
Classificação etária: 12 anos
Duração: 113 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Distribuidora(s): Warner Home Vídeo
Produtora(s): Warner Bros. Pictures, De Line Pictures
Diretor: Andy Tennant
Roteirista(s): John Claflin, Daniel Zelman, Andy Tennant
Elenco: Matthew McConaughey, Kate Hudson (1), Donald Sutherland, Alexis Dziena, Ewen Bremner, Ray Winstone, Kevin Hart (1), Malcolm-Jamal Warner, Brian Hooks, David Roberts, Michael Mulheren, Adam LeFevre (2), Rohan Nichol, Roger Sciberras, Elizabeth Connolly” é o ouro de tolo que engana, por algum tempo. Contudo, revela sua real natureza, posteriormente.
Estréia no Brasil: 21/03/2008


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raFAEL FERRAZ »

rafaelfdc@hotmail.com

» SÃO PAULO, 21 DE MARÇO DE 2008

UM AMOR DE TESOURO

Foto: Divulgação/Warner

Benjamin Finnegan (McConaughey) é um caçador de tesouros um tanto desastrado. Junto de seu colega Alfonz (Bremner), procuram peças valiosas no mar do Caribe, perdidas há muito tempo. Elas pertenciam ao reino espanhol, na época das Grandes Navegações. Logo na primeira cena, os aventureiros deixam seu modesto barco afundar, enquanto estão no fundo do mar, num bizarro acidente. Este clima pateta domina “Um Amor de Tesouro”, que reúne novamente o os protagonistas de “Como Perder um Homem em Dez Dias”.

O roteiro escrito por John Claflin e Daniel Zelman é um misto de aventura e comédia romântica. Em outras palavras, junta as principais características de filmes como “Mergulho Radical” e “A Lenda do Tesouro Perdido”. A beleza corporal de Jessica Alba e a inverossímil inteligência do personagem de Nicolas Cage não estão presentes, mas o deslumbre por paisagens litorâneas e humor deslocado não perdem sua chance de aparecer.

O destemido caçador submarino tinha alguém na vida. Tess Finnegan (Hudson), comissária de bordo de um luxuoso iate, está em vias de finalizar o divórcio com ele, por meios legais. O ensejo se concretiza, mas, quando ele encontra provas de que o tesouro está mesmo no último local que explorara, o casal se une em busca disso. Claro que, a exemplo dos protagonistas de “A Lenda do Tesouro Perdido”, em seu segundo longa, o amor se sobressai em uma esperada conciliação.

A vilania é liderada por um cantor de rap, que mudou para o ramo imobiliário. Bigg Bunny (Hart) comprou uma ilha na região e é o patrocinador de Benjamin. Este está cheio de dívidas com ele. Exige resultados, que não chegam. Manda matar o rapaz, com a ajuda de dois capangas inapropriadamente atrapalhados. Lógico que ele escapa, da forma mais forçada possível.

Depois de algumas idas e vindas, Ben acaba parando no navio do milionário Nigel Honeycutt (Sutherland), um boa vida que só quer estar mais próximo de Gemma (Dziena), sua nada esperta filha. Coincidentemente, ele é o chefe de Tess. Sem grandes preocupações, os quatro embarcam nesta caça ao tesouro, com direito a concorrentes do lado de Bunny.

O diretor Andy Tennant (“Hitch – Conselheiro Amoroso”) sabe conduzir o elenco, mas não o tom da trama. Ele usa humor quando não deve, por exemplo, na parte em que o mocinho é quase morto pelos bandidos. Bem capaz de querer que o público dê risadas quando alguém tomar um tiro no pé. Péssimo gosto.

Matthew McConaughey é um tipo agradável, utilizando seu tipo destrambelhado para despertar empatia por quem o assiste. Não falha. Sua química com Kate Hudson está ok, mas funciona melhor em “Como Perder um Homem em 10 Dias”. Os dois personagens têm poucos momentos para se relacionar com eficiência, pois ele possui uma trama própria, enquanto ela depende dele para sobreviver ao enredo.

Foto: Divulgação/Warner

A relação pai-filha é facilmente descartável. Donald Sutherland passeia pelos corredores da história sem nunca empolgar. Alexis Dziena, por sua vez, apesar de encarar o estereótipo da mulher burra, está suficientemente engraçada. Por outro lado, a presença dos dois cozinheiros homossexuais é lugar comum e não acrescenta em nada

O resultado final é previsível, mas o mais curioso é o maniqueísmo em torno do tesouro. Pouco importa a história em torno dele, que Ben demora cinco minutos para contar aos seus novos investidores (Nigel e Gemma). O fato é que, enquanto os vilões querem a encontrar para enriquecer, os heróis o desejam para criar um museu e relevar seu valor histórico. Muito fingimento, visto que era Ben que precisava de dinheiro no primeiro ato da película. Apesar de forçado, não só nisso, mas também nas cenas de ação, “Um Amor de Tesouro” é o ouro de tolo que engana, por algum tempo. Contudo, revela sua real natureza, posteriormente.

Cotação para este filme:
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