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» RIO DE JANEIRO, 19 DE de outubro de 2007

"CPMF 02 "

A infâmia denominada CPMF, impropriamente, conhecida como "Imposto do Cheque", significa o laço de um pacote que privilegia a mentira, a megatributação, as tesourarias das grandes corporações financeiras, a pré-histórica e desumana distribuição de renda no Brasil, e, por  fim, representa o golpe final contra aqueles que não possuem contas bancárias, se vestem com retalhos e pisam na terra seca, descalços, mas, pagam, como todos os brasileiros, os acréscimos de preço compensatórios embutidos nos produtos e serviços oferecidos à população.
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"CPMF 01"
Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2007

O cinismo de ainda ser mantido o nome CPMF - Contribuição Provisória de ... (me recuso a citar de quê, pois o pretexto inicial foi a obtenção de recursos para a área de saúde) serve como um bom exemplo e retrata o histórico pouco caso da administração pública brasileira, ao longo dos últimos 20 anos, para com os seus cidadãos,  os maiores pagadores de impostos e taxas, que de tão superpostos e continuados, se acumularam em uma vala negra fétida que tem sugado os recursos da educação, saúde, e de segurança pública, transferindo-os em um processo permanente e inflexível de má gestão para o vampiresco sistema financeiro nacional.

Este, além de não competir entre si, legitimamente, e só na modalidade de Tele-Catch, nela encontra o seu verdadeiro alimento, o banco de sangue da população do país, que lhe tem proporcionado um incansável vigor para apresentar crescentes e bilionários resultados contábeis, em prejuízo daqueles que de tanto serem massacrados, tributariamente, qualquer dia ainda poderão vir a ter que pagar ingresso, somente para transpor as portas giratórias das agências de atendimento bancário onde são obrigados a depositar  seus  salários e o que ainda resta de suas poupanças, em face da absoluta insegurança pública reinante em nosso território.

Não me surpreenderei se as pessoas voltarem a guardar dinheiro embaixo de seus colchões. Quem viver verá!

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*AUGUSTO ACIOLI é economista

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