A mensagem de entusiasmo de uma menina chamada Pollyanna
A história de Pollyana, contada por Eleanor H. Porter, se tornou universal e atemporal. Em todos os cantinhos do mundo, crianças foram batizadas com o nome da menina, hotéis ganharam este nome e também casas de chá e de brinquedo compartilharam seus nomes com o da menina Pollyana. Hoje, a incrível história da menina que levou o “Jogo do Contente” à pequena cidade onde sua tia morava, é um exemplo da injeção de entusiasmo que pode tornar a vida mais colorida. (Ariane Bomgosto).
23|03|07 • Meu nome é Pollyanna. Polly e Anna eram as duas irmãs de minha mãe, que, quando me teve, não hesitou, colocou este nome em homenagem às minhas tias. Ás vezes, um nome não significa muito para uma garota. Para mim, no entanto, meu nome tem um significado todo especial. Vou explicar o motivo. Talvez, alguns de vocês ainda não tenham escutado falar da minha história. Mas, outros, tenho certeza de que já ouviram. Se não sabem ainda a história todinha, aposto que pelo menos têm alguma idéia do que seja o “Jogo do Contente”.
Como quaisquer outros jogos ou brincadeiras, este jogo poderia ser só mais um dentre as várias cantigas, brincadeiras de roda, fábulas maravilhosas e todas as demais formas de se divertir que inventamos ou que inventaram para nós e que são tão íntimas do nosso mundo. Mas não é. O “Jogo do Contente” tem algo a mais. E eu vou explicar a história pra vocês. Tudo começou quando pedi de presente uma linda boneca para a barrica de missionários. Como papai era missionário também, ele me garantiu que trariam a minha tão esperada boneca. Mas, para a minha surpresa e a de papai também, ao abrir a caixinha, tudo o que encontrei foi um par de muletas.
Fiquei muito chateada porque nunca tinha ganhado uma boneca e era tudo o que eu mais queria. Com os olhos marejados, olhei para papai num ar de tristeza. Ele me olhou de volta e disse:
- Pollyana minha filha, hoje você vai aprender uma linda lição, falou ele num tom tranqüilo. Vou te ensinar o “Jogo do Contente”, e quero que você leve este jogo a todas as pessoas que fizerem parte da sua vida!
A menina fez uma carinha de indagação, como se esperasse uma explicação para o que o pai havia dito.
- Sim minha filha, continuou ele. Quero que, a partir de hoje, em tudo você veja um motivo para ficar contente, por mais difícil que isso possa parecer... E este será o seu primeiro desafio: descobrir como ficar feliz se, no lugar da sua boneca, veio este par de muletinhas!
Pollyana limpou os olhos, se mostrando mais interessada pelo jogo. Curiosa que só ela, começou a pensar nas palavras do seu amado pai. Foi quando, dando um pulo, gritou entusiasmada:
- Porque eu não preciso das muletas, não é mesmo papai? Posso caminhar com minhas próprias pernas e fico muito feliz por isto!
O pai olhou a filha com orgulho e soube que, dali em diante, Pollyanna seria a encarregada de levar a magia do jogo para todos que cruzassem o seu caminho. E assim foi. Depois que seu pai morreu, a pequena foi morar em uma linda cidadezinha com a sua tia Polly e mudou a história das pessoas que lá viviam com os ensinamentos do “Jogo do Contente”. Com seu entusiasmo, Pollyanna contagiou as mais diversas pessoas. Das mais rabugentas às mais desesperançosas. Com isso, transformou a pequena cidade na cidade “Feliz”, e até hoje é lembrada por ser a menina que propagou o lindo “Jogo do Contente”.
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*Adriana Bomgosto é escritora
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